02 de setembro de 2019 às 06h53m
Freire: “O PSL vem muito forte nas eleições municipais

Na última eleição foi uma guerra de David contra Golias. Nessa agora, nós vamos lutar de forma grande, o partido vem muito forte”.

A declaração é do presidente do PSL no Ceará, o deputado federal Heitor Freire, ao avaliar a força do PSL após a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República.

O parlamentar visitou a sede do jornal O Estado, onde concedeu entrevista exclusiva.
Na conversa, Freire, que surge como um interlocutor do Governo Jair Bolsonaro, diz que a legenda ainda não definiu se lançará candidatura própria para a eleição municipal à Prefeitura de Fortaleza, em 2020, mas que a ideia é vencer “a oligarquia do PDT e PT que dominam a política cearense já a algum tempo”.

Freire destaca que é, pessoalmente, favorável a união da oposição em torno do nome do deputado federal Capitão Wagner, com o PSL indicando o candidato a vice-prefeito, mas ressalta que as definições só serão acertadas no próximo ano e que a avaliação do governo Bolsonaro terá impacto direto para a escolha da estratégia eleitoral. “Vamos conversar e, no segundo ano (de governo) vamos avaliar de forma centrada e coerente se vale a pena unir a oposição ou se vale a pena o PSL lançar uma candidatura independente”, pondera.
A entrevista completa está disponível na TV O Estado. Aqui, você acompanha os principais trechos da conversa com o parlamentar.
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Jornal O Estado. Como o PSL vem se preparando para a eleição de 2020?
Heitor Freire. O PSL conquistou um espaço e vem para a eleição muito forte. Se você juntar muitos partidos, o tempo de TV deles e os recursos do Fundo Partidário, não dá metade do que dispõe o PSL. Na última eleição, tivemos na média de nove segundos, hoje, o PSL vem com quase seis minutos de tempo de TV. Então, vocês, que são jornalistas, sabem o que é que significa seis minutos em um horário nobre de TV. É muito tempo. (…) O PSL vem muito forte nas eleições municipais. Na última eleição, foi uma guerra de David contra Golias. Nessa agora, nós vamos lutar de forma grande, o partido vem muito forte.

OE. E as articulações com o deputado federal Capitão Wagner?
HF. Eu tenho uma boa conversa com um amigo: o Capitão Wagner é um amigo pessoal, é uma pessoa com quem eu tenho uma boa conversa. Eu entendo, de forma muito centrada que existe uma oligarquia do PDT e PT que dominam a política cearense já há algum tempo. Eles são donos da maioria da Assembleia Legislativa, Governo do Estado, muitas prefeituras, Câmara Municipal (de Fortaleza) e se a oposição, que é pequena, não se unir, eles vão continuar dominando esse espaço. Então, de forma muito centrada, eu tenho um bom diálogo com o Capitão Wagner para a união. Que o PSL possa indicar o vice do Capitão e nós possamos focar em eleger muitos vereadores para termos uma presença forte na Câmara Municipal. Porém, eu não descarto (a possibilidade) de ter uma candidatura a prefeito em Fortaleza.
OE. Essa definição fica em aberto até quando?

HF. A cúpula municipal e a cúpula estadual vêm dialogando e nós vamos avaliar. Vamos conversar com o presidente da República, que é o nosso líder, Jair Bolsonaro. Não agora, porque, agora, não é o foco dele. (…) Nós vamos conversar mais para o final deste e início do próximo ano e, se ele decidir que nós temos que lançar uma candidatura independente, nós vamos lançar. Mas, de antemão, a minha intenção é unir a oposição para vencer a oligarquia dos Ferreira Gomes.

OE. Caso o governo produza efeitos positivos, com a redução do desemprego e a melhora da economia, ao longo deste ano, essa possibilidade vai pesar na definição pela candidatura própria?
HF. Com toda a certeza. Nós vamos avaliar, juntamente, com a cúpula nacional e com o presidente da República. Porque nesta primeira eleição, nós tivemos esse voto de confiança e as pessoas têm uma expectativa de que tudo melhore. A economia, a segurança pública, a saúde e eu acredito que vai melhorar.

OE. Onde o senhor avalia que vai melhorar?
HF. A reforma da previdência passou, a confiabilidade do investidor e dos grandes empresários já melhorou e muito. Nós temos aí a prova na bolsa de valores, que aumentou e vem aumentando. (…) A gente vem combatendo a corrupção e esse dinheiro que a gente vem enxugando, a gente vai poder investir em outras áreas, como a segurança pública, a saúde, a infraestrutura e, obviamente, o governo Bolsonaro vai ter um reflexo muito positivo nos seus candidatos. (…) Obviamente, a sua boa avaliação vai ter um reflexo nas eleições municipais e um candidato que ele venha apoiar vai pesar bastante. (…) Então, vamos conversar e, no segundo ano (de governo) vamos avaliar de forma centrada e coerente se vale a pena unir a oposição ou se vale a pena o PSL lançar uma candidatura independente.

OE. Declarações polêmicas do Presidente tem se sobreposto a resultados positivos do atual governo. Aliados pensam numa estratégia para comunicar as ações sem que elas sejam poluídas pelas declarações ásperas?
HF. O presidente Bolsonaro é um homem bom, muito simples e é espontâneo e nós não queremos perder esse Bolsonaro que mais de 57 milhões (de eleitores) votaram nele por causa disso. Então, nós não queremos que o Bolsonaro mude. Nós queremos esse mesmo Bolsonaro que conhecemos, com a sua espontaneidade, com a sua simplicidade e falando a verdade. Ele fala aquilo que ele acredita e o que ele sente.


Fonte: O Estado

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