09 de junho de 2019 às 14h05m
Experiências nacionais e internacionais de combate à violência marcam o encerramento do seminário Cidades Seguras

Foi encerrado, nesta sexta-feira (07), no Centro de Eventos do Ceará, o Seminário Internacional “Cidades Seguras: Múltiplos Olhares”, realizado por meio de uma parceria entre Vice-Governadoria do Ceará e Instituto Aliança.

O segundo e último dia de evento teve como destaque as experiências exitosas de combate à violência tanto no Brasil, como no exterior.

Experiências nacionais e internacionais

O primeiro painel do dia teve a temática “Ideias que Iluminam: Experiências Nacionais e Internacionais”. Em sua palestra, a vice-Governadora Izolda Cela falou sobre o trabalho do Pacto por um Ceará Pacífico.

“O Pacto, na verdade, é um espaço de articulação que é necessário para a resolução de problemas complexos. Dificilmente a gente teria chance de vencer um desafio, como é a violência nas suas múltiplas facetas, sem uma articulação forte. As ações estão sendo desenvolvidas, ainda não atingimos o nosso objetivo, mas estamos no caminho certo para isso”, ressaltou.

O secretário de segurança de Recife, Murilo Cavalcanti, apresentou uma nova política pública desenvolvida para a prevenção da violência. “Nós temos em Recife uma iniciativa que tem dado ótimos resultados: o Centro Comunitário da Paz (Compaz). É um equipamento voltado para a cultura cidadã, com reforço escolar, biblioteca, mediação de conflitos, áreas para a prática de esportes, entre outros. Tudo de alta qualidade. Sabemos que para reduzir a violência urbana não é preciso somente o uso da polícia, mas também de uma grande oferta de serviços públicos”.

Já em relação às experiências internacionais, o conferencista foi Enrique Ochoa, diretor do Centro Latino-americano de Aprendizagem e Serviço Solidário. “Trabalhamos com projetos nas escolas e nas organizações juvenis, onde se combina um trabalho para resolver os problemas da comunidade com uma vinculação com aprendizagens curriculares dos jovens. Queremos melhorar as questões sentidas pela comunidade, mas por meio do ensino que, muitas vezes em sala de aula, fica apenas na teoria. Temos projetos nas áreas de meio ambiente, tecnologia e saúde, onde os estudantes fazem um diagnóstico para ver quais são as necessidades concretas da região e quais delas podem ser resolvidas por meio de um projeto de aprendizagem”, disse.

“Construindo Cidades Seguras” foi o tema do segundo painel, que teve como um dos participantes o arquiteto Fausto Nilo. Ele falou como a forma física da cidade pode contribuir para uma sociedade pacífica. “A vida em vizinhança e o compartilhamento entre as pessoas, principalmente entre os espaços públicos, faz com que o ambiente seja mais seguro. Normalmente se pensa o contrário, que onde tem mais gente, tem mais confusão. Mas é um equívoco. Quem nos protege são os próprios residentes. A polícia vem depois”.

Avaliação positiva

Nos dois dias de seminário foram cerca de seis horas de intensos debates e aprendizados. Sete especialistas do Brasil e da América Latina expuseram suas visões para a construção de cidades mais segura.

A diretora do Instituto Aliança, Ilma Oliveira, avaliou positivamente a iniciativa. “A cidade que nós queremos passa muito por uma cultura ampliada de proteção. E essa proteção tem várias dimensões e diversos atores. O seminário cumpriu com o objetivo, provocou uma discussão de experiências de pacificação que estão surtindo efeito”.


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