06 de junho de 2019 às 10h43m
Ex-presidente da Colômbia é alvo de investigação preliminar por caso Odebrecht

O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos se tornou nesta quarta-feira (5) alvo de uma investigação preliminar pela Comissão de Acusação da Câmara dos Deputados da Colômbia por suposta participação no esquema de corrupção da construtora Odebrecht, informou a imprensa local.

A investigação foi aberta após publicação de reportagem da revista Semana em que o ex-senador Bernardo Elías contou sobre supostas doações milionárias da construtora à campanha eleitoral de Santos e para a realização do plebiscito sobre o acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

 

“Decidimos chamá-lo [Elías] para determinar se os fatos aos quais faz relação na denúncia e o acervo probatório que possamos conseguir nesta etapa dão lugar ou não a avançar na mesma. Poderão estar presentes quem determinem o ex-presidente Santos e a procuradoria”, afirmou o deputado Ricardo Ferro, presidente da comissão.

O ex-senador foi condenado por coautoria e tráfico de influências em investigações relacionadas ao caso Odebrecht.

“Tive contato com uma pessoa que atuava como diretor da campanha de Santos e que sabia muito bem que estava recebendo recursos que vinham da Odebrecht. Essas são coisas que quero contar ao país, como fizemos, até aonde fomos e até onde estávamos dispostos a ir pela reeleição para a paz”, afirmou Elías na entrevista que deu à Semana.

“Em outros países chegaram a presidentes; na Colômbia, só ao senador Elías”, afirmou, em referência ao Peru, que tem três ex-presidentes sob investigação. O ex-presidente Alan García se matou em abril ao receber ordem de prisão pelo caso.
No ano passado, o Conselho Nacional Eleitoral arquivou uma investigação contra a campanha de Santos de 2014 no âmbito do caso Odebrecht, decretando a caducidade do processo.

Durante a lenta investigação da Justiça colombiana, três pessoas envolvidas no caso morreram após ingestão de cianureto. A empreiteira brasileira teria pago subornos no valor de 84 bilhões de pesos (R$ 87,9 milhões), segundo a procuradoria-geral do país.


Fonte: Folhaprees

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