25 de maio de 2019 às 07h02m
Ceará investe em infraestrutura para atrair novas empresas de tecnologia da informação

Investir em infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento econômico do setor de Tecnologia da Informação (TIC) tem sido uma constante do Governo do Ceará, nos últimos anos.

No final de 2018, o governador Camilo Santana sancionou a Lei nº 16.727, que criou o Programa Hub de Tecnologia da Informação e Comunicação (HTIC), visando otimizar os recursos de custeio e investimentos em TIC. Economizar gastos e agilizar os processos também fazem parte do planejamento do Estado, que está migrando as suas operações para o ambiente de nuvem.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o Ceará é um dos três estados brasileiros com melhor conexão banda larga, velocidade e quantidade de fibra ótica instalada.

O Estado tem a terceira maior velocidade média contratada (Mbps) do Brasil (27,23Mbps), ficando atrás apenas de São Paulo (30,39Mbps) e Distrito Federal (27,61Mbps). Vale lembrar que 85,9% dos municípios cearenses possuem cobertura de fibra ótica.

A inauguração do Data Center da multinacional de telecomunicações Angola Cables em abril deste ano foi um outro importante passo dado pelo Ceará rumo ao protagonismo no setor de TIC.

A empresa angolana investiu cerca de US$ 300 milhões para construir um Data Center, na Praia do Futuro, e para instalar os cabos submarinos Sacs e Monet, que ligam via fibra óptica duas regiões com grande potencial econômico – Américas e África. A ação gera uma rota alternativa de conectividade com os Estados Unidos e o continente asiático.

O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Eduardo Neves, explica o papel da instituição na busca por fomentar o crescimento do setor no Estado.

Estima-se que a vinda da Angola Cables gere para Fortaleza, em 2055, um aumento de R$ 1,2 bi no PIB e um PIB acumulado de R$ 22,3 bi no fim do período.

O Data Center também prevê a criação de 637 empregos ao longo do período, sendo os empregos diretos de maior qualificação técnica. O empreendimento ainda servirá de agente facilitador para atrair novos investimentos e negócios para o Estado.

De acordo com a plataforma de planejamento estratégico Ceará 2050, o setor de TIC foi identificado como uma das megatendências que afetarão os serviços no Ceará nos próximos anos.

A área está associada à criação de oportunidades em vários setores econômicos dinâmicos ou de suporte às empresas e que pode potencializar significativos ganhos de produtividade para o mercado cearense.

Quanto à abertura de cursos ligados ao setor, o Ceará possui 596 turmas, que somam um total de 20.142 alunos matriculados. Informática (9.966), Rede de Computadores (4.504) e Eletrotécnica (2.238) são os cursos que reúnem a maior quantidade de alunos matriculados.

A participação do setor no Produto Interno Bruto Cearense (PIB) foi de 2,06% em 2018, mas neste ano de 2019 já supera a marca de 2,04.

No Ceará, o setor gera mais de 14 mil empregos diretos na economia, o que representa um aumento de 23,22% nos últimos cinco anos.


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