06 de janeiro de 2019 às 08h04m
Secretário da Administração Penitenciária ordena "pente fino" em penitenciária cearenses

Em áudio divulgado em redes sociais, Luís Mauro Albuquerque diz que internos não devem ser atualizados das ações de combate ao crime

Por ordem do secretário da Administração Penitenciária do Ceará (SAP) Luís Mauro Albuquerque, todas as unidades penitenciárias do Estado devem passar por um "limpeza" para evitar que os presos fiquem atualizados da atuação da polícia durante o combate às ações criminosas que estão ocorrendo no Ceará. Desde a última quarta-feira, 2, ônibus, prédios públicos e privados estão sendo atacados.
 
Em áudio divulgado em redes sociais neste sábado, 5, o secretário falou que não se sente amedrontado pelos atos violentos que o Ceará vem enfrentando e pede para que a polícia não recue. “Eu agradeço a todos os policiais pelo trabalho que estão realizando. Vamos continuar e nada irá intimidar as forças de segurança”, diz. 
 
Aos diretores de presídios, o secretário pede para que seja realizado um “pente fino” em todas as celas para retirada de televisões, rádios e de qualquer meio de comunicação que possa facilitar a informação aos presos sobre as ações realizadas para cessar a onda de ataques em todo o Estado. “Peço aos diretores de cada unidade penitenciária para colocar seus agentes para retirar qualquer apologia às facções criminosas de dentro dos presídios. Faremos uma higienização e combateremos a cada um deles”.
Combate ao crime 
 
De acordo com Luís Mauro, durante as ações nas ruas a Polícia tem realizado apreensões expressivas de drogas e armas, além de suspeitos que são encaminhados para as delegacias.  O secretário também disse que a divisão de presos por unidades não deve obedecer a lógica que o Governo do Estado tem adotado até aqui, que é a de distribuir os internos segundo seus vínculos com organizações criminosas.
 
Na última quarta-feira, 2, durante sua posse, o secretário deu declaração polêmica ao comentar que não reconhece as facções. Horas após a fala, a série de ataques começou na Capital. "Eu não reconheço facção. O Estado não deve reconhecer facção. A lei não reconhece facção”. “O preso está sob a tuleta do Estado. Quem manda é o Estado", acrescentou.
 

Fonte: O Povo

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