20 de dezembro de 2018 às 09h25m
Putin diz que ameaça de guerra nuclear não deve ser subestimada

Em coletiva de imprensa anual, presidente russo também disse que concorda com Trump sobre a derrota do Estado Islâmico na Síria, mas que não vê retirada das tropas americanas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (20) que a ameaça de uma guerra nuclear não deve ser subestimada, mas que espera que o bom senso prevaleça. A declaração foi dada em sua coletiva de imprensa anual, na qual também falou sobre a Síria e outros temas.

Putin afirmou ser difícil prever quais podem ser as consequências se os Estados Unidos se retiraram do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, sigla em inglês), como anunciado em outubro pelo presidente americano, Donald Trump.

"Estamos testemunhando o colapso do sistema de controle de armas", disse Putin, observando o plano dos EUA de se retirar do tratado INF e sua relutância em negociar a extensão do novo acordo START.

O presidente russo disse que se os EUA colocarem mísseis de alcance médio na Europa, Moscou se verá obrigado a tomar medidas para neutralizá-los. Também afirmou que uma guerra nuclear "poderia levar à destruição da civilização como um todo e talvez até do nosso planeta".

Sobre a situação na Síria, onde a Rússia apoia o regime de Bashar al-Assad, Putin disse que concorda com Trump sobre a derrota do grupo extremista Estado Islâmico (EI). Trump disse nesta quarta que o EI foi derrotado na Síria e anunciou, por isso, a retirada das tropas americanas.

Mas o presidente russo disse que estava cético sobre a retirada dos soldados dos EUA, apesar de a Casa Branca ter anunciado o começo da saída dos americanos. Putin afirmou que Moscou não observou nenhuma movimentação nesse sentido e que os EUA disse algumas vezes que sairia do Afeganistão, mas ainda mantinham tropas naquele país.

Na noite desta quarta, França e Reino Unido anunciaram que consideram que o grupo jihadista não está vencido.


Fonte: Reuters

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