02 de novembro de 2018 às 06h41m
Bovespa fecha em alta e renova máxima histórica com expectativa para novo governo

O Ibovespa subiu 1,14%, a 88.419 pontos, após chegar a passar o patamar dos 89 mil pontos mais cedo.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, fechou em alta nesta quinta-feira (1), renovando o recorde histórico, com o cenário externo positivo e os agentes financeiros na expectativa de novos anúncios sobre a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro, além dos planos para a economia.

O Ibovespa subiu 1,14%, a 88.419 pontos. Na máxima, chegou a 89.017 pontos, renovando também a máxima histórica intradia. Veja mais cotações.

Análise técnica do Itaú BBA aponta que o Ibovespa segue em tendência de alta e poderia ganhar "novo impulso em direção a 91.700 e 95.300 pontos" se conseguisse superar os 88.400 pontos.

O mercado acionário acelerou o ganho depois da confirmação de que o juiz federal Sérgio Moro aceitou o convite de Bolsonaro para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ações

As ações do Bradesco subiu com força para os ganhos do Ibovespa, com alta de 5,71%, após aumento no lucro líquido no terceiro trimestre.

"O Bradesco apresentou bons resultados no terceiro trimestre de 2018, com resultados em linha com nossas estimativas acima do consenso. Os resultados não foram apenas fortes, mas as principais tendências operacionais também melhoraram: crescimento de empréstimos, margens e qualidade de ativos", escreveram analistas do Itaú BBA liderados por Thiago Bovolenta Batista, em relatório a clientes.

O Banco do Brasil subiu 1,47% e Itaú Unibanco, 1,44%, enquanto Santander caiu 0,95%.

A Gol avançou 4,62%, apesar do prejuízo líquido de R$ 409 milhões no terceiro trimestre, devido principalmente à depreciação do real e aos preços mais elevados do petróleo. Segundo a Reuters, a equipe do BTG Pactual disse que, apesar do resultado sem surpresa, vê um cenário melhor à frente para a empresa.

B2W recuou 6,84%, maior queda do Ibovespa, após reportar prejuízo líquido no terceiro trimestre de R$ 105,8 milhões, com alta de despesas com vendas e administrativas mais que ofuscando um crescimento da receita. O desempenho da B2W pesou na ação da sua controladora Lojas Americanas, que recuou 2,13%, apesar de alta no lucro do período de julho a setembro. "O principal destaque negativo foi o resultado pior do que o esperado de B2W, que também afetou o lucro líquido da Lojas Americanas", afirmou a equipe do Morgan Stanley.

CCR valorizou-se 1,64%, após um consórcio da empresa vencer o leilão de concessão da Rodovia de Integração do Sul (RIS), ofertando um deságio de 40,53% sobre a tarifa teto de pedágio estabelecida no edital do leilão.

"Apesar dos retornos potenciais aparentemente baixos no projeto, vemos favoravelmente que a CCR está participando de novos projetos após um longo período longe dos leilões de rodovias", destacou o Santander Brasil.

A ação preferencial da Petrobras fechou em baixa de 1,09%, conforme os preços do petróleo ampliaram as perdas, mas tendo de pano de fundo notícia de que a companhia assinou na quarta-feira acordo para venda de sua participação de 50% na joint venture holandesa Petrobras Oil & Gas (PO&GBV), que detém ativos na Nigéria, por um valor total de até US$ 1,53 bilhão.

A Vale avançou 1,39%, em sessão de alta de ações de mineradoras também no exterior.


Fonte: g1.com

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