09 de abril de 2018 às 07h30m
Festa alvinegra! Vozão bate Tricolor e é bicampeão estadual

Um clássico com todos os ingredientes de grande jogo. Emoção, tensão, gols e celebração. A Arena Castelão testemunhou uma batalha de gigantes, uma decisão envolvendo os maiores rivais do Estado, fato que não acontecia desde 2015. E deu Ceará

O Alvinegro confirmou a vantagem conquistada na partida de ida, quando venceu por 2 a 1, com dois gols do artilheiro Arthur Cabral, atleta bastante valorizado no mercado. O time de Marcelo Chamusca venceu o confronto final por também 2 a 1 (gols de Pio e Felipe Azevedo, com Adalberto descontando), voltou a conquistar o certame e, de quebra, impediu que o Leão levantasse a taça justamente no ano em que comemora o seu centenário. O Vozão ergue o troféu estadual pela 45ª vez em sua História.

O Ceará foi a campo com Romário na vaga de Rafael Carioca e, de última hora, Richardson foi vetado pelo departamento médico do clube, Raul Lô se tornou o titular. Já o Fortaleza, com inúmeros problemas de ordem médica, não pôde contar novamente com Marcelo Boeck, Edinho e Leonan, teve Derley como titular no meio e mais uma vez a formação com três zagueiros. Assim, as duas equipes iniciaram o confronto de maneira comedida, estudando um ao outro, comportamento normal para quem não queria ceder um palmo de chão ao adversário.

O primeiro perigo veio aos 11 minutos, com Felipe Azevedo, que chutou para defesa de Matheus Inácio. A partir daí, o Tricolor começou a gostar da partida, Gustavo apareceu livre dentro da área, mas Éverson impediu a abertura do placar. Justamente quando o time estava melhor foi castigado com um tento rival. Adalberto derrubou Arthur perto da área, falta assinalada por Rodholfo Toski. Na cobrança, Juninho encheu o pé, a bola explodiu na barreira e sobrou, fora de área, para Pio, que arrematou com extrema categoria, bem ao seu estilo, um chutaço no alto, sem chances para Inácio.

O time de Chamusca, que acabou tendo um pico de pressão e precisou ser atendido no vestiário, deixando Caé Cunha no comando técnico, ampliou sua vantagem sobre o rival e passou a administrar a situação com inteligência, segurando a bola para gastar o tempo e vislumbrar saídas em contra-ataque. Os nervos ficaram alterados também em campo, em um princípio de confusão com o atacante Arthur, mas logo resolvido. Aos 33, pênalti marcado para o Leão, era a grande chance esperada pelo time de Rogério Ceni de igualar e voltar ao jogo. Mas Bruno Melo, que nunca havia perdido um penal com a camisa tricolor, mandou na trave, frustrando o lado vermelho e azul do estádio.

O jogo já se encaminhava para o encerramento da etapa inicial quando Valdo e Ligger disputaram no alto e houve um choque de cabeça. Pior para o zagueiro tricolor que sofreu uma concussão cerebral e precisou deixar o estádio de ambulância. O atleta foi levado consciente ao Hospital Regional da Unimed. Mais triste que a pancada foi a demora na aparição da viatura médica, que deixou a partida parada por vários minutos. Valdo também precisou de atendimento e foi substituído por Rafael Pereira.

Precisando reagir, Ceni abriu mão de um jogador de marcação por um homem de criação ao tirar Pablo e mandar Alan Mineiro a campo. A mudança deixou o Leão mais aceso na partida, pressionando, marcando a saída de bola alvinegra. Aos poucos, o Ceará foi equilibrando as ações, abrindo mão de apenas se defender para contragolpear o rival. Arthur buscava infiltrar por entre os defensores, mas sem sucesso. A partida ficou parada por alguns minutos em virtude de sinalizadores na arquibancada. As torcidas, aliás, fizeram uma linda festa, cânticos, gritos e muitas cores.

O tempo foi passando e as equipes buscando seus objetivos: ao Ceará restava administrar a partida, enquanto o Fortaleza precisava reagir. O time de Porangabuçu foi quem fez a alegria da torcida. Felipe Azevedo aproveitou uma belíssima jogada de Arthur, que saiu levando os marcadores, e balançou a rede mais uma vez. O lado preto e branco explodiu no Castelão, era mais um passo rumo ao bicampeonato.

Aos 44 minutos, veio a reação tardia do Leão do Pici. Osvaldo mandou na área e, após bate-rebate, o zagueiro Adalberto arrematou com força, a bola bateu no travessão e entrou. O tento deu alento e esperança ao lado leonino. A torcida acendeu e a equipe foi junto. Mas, já era tarde demais. Veio o apito final e com ele a enorme comemoração de jogadores, comissão técnica e torcedores no Castelão. O Ceará é bicampeão estadual, campeão da década e inicia uma temporada de Série A em grande estilo.


Fonte: O Estado

Compartilhar
Publicidade
Todos os direitos reservados para avol.com.br - no ar desde 2001