13 de março de 2018 às 05h50m
Principal suspeito da chacina do Benfica morava perto de uma das vítimas

Os imóveis também ficam perto dos locais dos crimes: a praça da Gentilândia, a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) e o cruzamento da Joaquim Magalhães com Major Facundo.

Entre o endereço do único suspeito da chacina do Benfica preso até agora e uma das vítimas da matança, há apenas quarteirões de distância. Busca feita a partir do CNPJ de Douglas Matias da Silva, 26, leva até uma rua no Bairro de Fátima, perto de onde morava José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior, 33, assassinado na praça da Gentilândia na noite da última sexta-feira.

Outras seis pessoas morreram no massacre, que se espalhou por mais dois locais além da praça: a Vila Demétrio, na rua Joaquim Magalhães, no Centro, e o cruzamento dessa mesma via com a rua Major Facundo, já no bairro José Bonifácio.

Douglas tem uma empresa de entregas registrada em seu nome, a “Douglas Motoboy”. No papel, a firma opera com remessas de produtos não especificados, mas nunca funcionou no endereço indicado. Apenas três quadras separam as residências da vítima e do suspeito – há mandado de prisão expedido para mais duas pessoas. Em depoimento à Polícia, Douglas admitiu que integra uma facção, mas negou que tenha participado dos assassinatos. 

Os imóveis também ficam perto dos locais dos crimes: a praça da Gentilândia, a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) e o cruzamento da Joaquim Magalhães com Major Facundo.

À Polícia, Douglas afirmou que ingressou na facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) porque havia sido ameaçado por integrantes do Comando Vermelho (CV), organização que, segundo ele, domina o tráfico de drogas na área do Bairro de Fátima. A localidade tem um dos metros quadrados mais caros de Fortaleza, atrás apenas de Dionísio Torres, Meireles e Cocó. 

O POVO apurou que a Praça da Gentilândia seria um ponto de comércio de drogas disputado entre Primeiro Comando da Capital (PCC), aliado à GDE, e CV. Lá, três pessoas foram mortas – duas delas eram apontadas como traficantes pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSDPS). As famílias das vítimas, porém, negaram que eles tivessem qualquer relação com a venda de entorpecentes.

Uma força-tarefa da Polícia faz agora diligências na tentativa de captura dos outros dois suspeitos de participarem da chacina do Benfica. São eles Francisco Elisson Chaves de Sousa e Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes.


Fonte: O Povo Online

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