07 de março de 2018 às 18h02m
Ciro Gomes avisa: vai taxar o andar de cima e retomar o pré-sal

Ele ataca o fato de que cinco famílias teriam a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros. E, embora relutante em chamar-se de esquerdista, acredita que uma abordagem não intervencionista na economia não resolverá os problemas do Brasil.

Ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, do PDT
Crédito: Divulgação PDT

O pré-candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou nesta quarta-feira, 7, que, se eleito, irá propor a taxação de grandes fortunas para ajudar a equilibrar as contas públicas do País. 

Ele ataca o fato de que cinco famílias teriam a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros. E, embora relutante em chamar-se de esquerdista, acredita que uma abordagem não intervencionista na economia não resolverá os problemas do Brasil.

"O Brasil tem o mecanismo mais selvagem do mundo para concentrar a renda. E não é laissez-fair que vai resolver", disse Ciro em entrevista à agência Bloomberg em Brasília antes do lançamento de sua pré-candidatura.

O ex-ministro da Integração Nacional no primeiro governo Lula disse também que todos os campos de petróleo vendidos desde o golpe parlamentar que retirou a presidente Dilma Rousseff sem comprovação de crime serão expropriados, mas dentro de um marco legal e com uma compensação adequada.

"Estou anunciando que, como meu país sofreu um golpe de Estado, essas vendas eu considero ilegítimas", diz ele, acrescentando que oferece total transparência sobre essa proposta e que "ninguém precisa ter medo de mim".

Ciro também diz que, caso ocorra a privatização da Eletrobras, um eventual governo seu iria devolvê-la às mãos do Estado. "Não estou disposto a vender minha alma no caminho de ser presidente do Brasil", diz Ciro Gomes ao explicar que alianças eleitorais seriam úteis mas não essenciais e que não vai aceitar qualquer uma.

Laissez-faire é expressão escrita em francês que simboliza o liberalismo econômico, na versão mais pura de capitalismo de que o mercado deve funcionar livremente, sem interferência, apenas com regulamentos suficientes para proteger os direitos de propriedade.

Brasil 247


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