06 de março de 2018 às 05h38m
Ministro do STF autoriza quebra de sigilo bancário de Michel Temer

O período é de 4 anos, entre 2013 e 2017. A quebra ocorre no âmbito do inquérito 4621, que investiga Temer, assessores e a empresa Rodrimar por suposta corrupção na edição do Decreto dos Portos.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer (MDB). O período é de 4 anos, entre 2013 e 2017. A quebra ocorre no âmbito do inquérito 4621, que investiga Temer, assessores e a empresa Rodrimar por suposta corrupção na edição do Decreto dos Portos.

O ministro também solicitou a quebra dos sigilos do coronel João Baptista Lima, amigo de Temer, dos ex-assessores Rodrigo Rocha Loures e José Yunes, e de executivos da Rodrimar. A empresa opera no Porto de Santos.

Em nota, o Planalto informou que Temer pedirá ao Banco Central os extratos da contas bancárias referentes ao período mencionado no despacho e divulgará à imprensa. A nota diz que o presidente “não tem nenhuma preocupação” com as informações de suas contas.

É a 1ª vez que 1 presidente do Brasil tem o sigilo bancário quebrado. O pedido foi feito pela PGR (Procuradoria Geral da República) em dezembro.

Na 3ª (27.fev), Barroso autorizou a prorrogação do inquérito por 60 dias, acatando solicitação da PF (Polícia Federal).

Na noite de ontem, à imprensa, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que Temer está “indignado” com a situação. Ele acredita que a decisão é “completamente indevida”.

“Não há como não se indignar diante do fato de que 1 inquérito completamente fraco e onde inexiste sequer indícios de qualquer ilícito resulte numa decisão dessas que, em se tomada em relação ao presidente da Republica, revela uma falta de cautela que nos estranha nesse momento”, disse.

“Esse inquérito é como a investigação de um assassinato de alguém que nao morreu”, continuou Marun.

Leia a íntegra da nota do Planalto:

“O presidente Michel Temer solicitará ao Banco Central os extratos de suas contas bancárias referentes ao período mencionado hoje no despacho do iminente ministro Luís Roberto Barroso. E dará à imprensa total acesso a esses documentos. O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações constantes suas contas bancárias.”


Fonte: www.poder360.com.br

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