05 de março de 2018 às 16h16m
Cristina Kirchner irá a julgamento acusada de acobertar suspeitos de terrorismo

Ataque contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) deixou 85 mortos, em 1994.

Cristina Kirchner toma posse como senadora no Congresso da Argentina, em imagem de arquivo (Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina/AFP) Cristina Kirchner toma posse como senadora no Congresso da Argentina, em imagem de arquivo (Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina/AFP)

Cristina Kirchner toma posse como senadora no Congresso da Argentina, em imagem de arquivo (Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina/AFP)

 

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner irá a julgamento oral sob a acusação de acobertar criminosos iranianos envolvidos no atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), segundo o jornal “Clarín”. O atentado deixou 85 mortos em 1994.

O juiz Claudio Bonadio, que encerrou a fase de instrução do processo, também enviou a julgamento Héctor Timerman, Carlos Zannini (secretário Legal e Técnico de Cristina), Oscar Parrilli, Luis D´Elía, Fernando Esteche, Jorge Khalil, Angelina Abona, Martín Mena, Andrés "Cuervo" Larroque, Alan Bogado e Eduardo Zuaín.

Todos irão responder por impedir ato funcional, abuso de autoridade e encobrimento agravado, uma vez que participaram de diferentes formas da elaboração do Memorando de Entendimento com o Irã, assinado em 2013.

Cristina Kirchner nega as acusações e diz que o governo de Mauricio Macri usa o Poder Judiciário para perseguir opositores.

Caso Amia e as investigações

O promotor Alberto Nisman denunciou em 2015, dias antes de ser encontrado morto, que a ex-presidente montou um esquema criminal para acobertar os supostos responsáveis pelo atentado a fim de melhorar a relação comercial com o Irã.

Nisman afirmava que o memorando assinado entre a Argentina e o Irã, em 2013, buscava na realidade acobertar, entre outros, o ex-presidente iraniano Ali Akbar Rafsanjani.

O atentado ocorreu em julho de 1994, na sede da Amia, no centro de Buenos Aires. Um braço palestino do grupo libanês Hezbollah, chamado Ansar Allah, reivindicou o ataque. A milícia libanesa é aliada do governo iraniano, ambos xiitas.


Fonte: g1.com

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