04 de março de 2018 às 07h12m
Merkel consegue formar coalizão para um 4º mandato após 5 meses de indefinição

Filiados do partido social-democrata (SPD) disseram 'sim' à proposta de continuar no governo após meses de indefinição e o fracasso da coalizão 'Jamaica'.


A chanceler alemã Angela Merkel durante convenção do partido CDU em Berlim (Foto: Markus Schreiber/AP) A chanceler alemã Angela Merkel durante convenção do partido CDU em Berlim (Foto: Markus Schreiber/AP)

A chanceler alemã Angela Merkel durante convenção do partido CDU em Berlim (Foto: Markus Schreiber/AP)

 

Filiados do Partido Social-Democrata (SPD) da Alemanha aprovam acordo de coalizão com a União Social Cristã (CSU) e a União Democrata Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, garantiram um quarto mandato à primeira-ministra e encerraram meses de indefinição no país.

O anúncio foi feito após um processo de consulta aos 463 mil filiados do SPD, que tiveram duas semanas para informar por carta se aceitavam o acordo de coalizão fechado pela liderança do partido com os líderes da CDU e da CSU.

A votação se encerrou na sexta-feira (2) e o resultado foi divulgado neste domingo (4).

Esta é a terceira vez que o SPD participa de uma coalizão de governo de Angela Merkel (as outras foram as das legislaturas de 2005-2009 e 2013-2017. Na de 2009-2013 a chanceler alemã governou com apoio do Partido Liberal.

Meses de indefinição

A Alemanha nunca tinha ficado tanto tempo sem governo após uma eleição parlamentar. O pleito foi realizado no fim de setembro, e desde então Merkel tem tentado formar um novo governo - enquanto isso, continuou no poder interinamente.

Inicialmente, Merkel tentou formar uma coalizão "Jamaica", com os liberais e o Partido Verde, mas as negociações fracassaram. A premiê então se voltou para os social-democratas, que na noite da eleição anunciaram que iriam para a oposição e não participariam de um quarto governo Merkel.

Quando o SPD passou a negociar um governo, a mudança não foi bem recebida pela base, que preferia ser oposição. Mas, após um amplo debate interno, o partido optou por continuar na situação.


Fonte: Deutsche Welle

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