01 de março de 2018 às 05h55m
Uma em cada três escolas do Ceará é de tempo integral

No Ceará, das 720 escolas estaduais, 228 ofertam a jornada prolongada. Deste total, 111 são de ensino regular, as quais se somam as 117 Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs), que ofertam cursos técnicos integrados ao Ensino Médio.

Secretário da Educação, Idilvan Alencar

Aumentar o tempo de permanência na escola, garantindo o avanço na aprendizagem e uma melhor preparação dos jovens para o futuro. Esta é a proposta do ensino em tempo integral, implantado em mais de 30% das escolas de Ensino Médio da rede pública estadual de ensino. No Ceará, das 720 escolas estaduais, 228 ofertam a jornada prolongada. Deste total, 111 são de ensino regular, as quais se somam as 117 Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs), que ofertam cursos técnicos integrados ao Ensino Médio.

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), começou, em 2016, o projeto-piloto para a implantação do tempo integral em 26 escolas estaduais de ensino regular. Em 2017, outras 45 escolas passaram a integrar o Programa de Ensino Médio em Tempo Integral. No início do mês, foram anunciadas mais 40 novas unidades de ensino com a jornada prolongada. “A nossa meta é que, a médio e longo prazo, todas as escolas do Ensino Médio do Estado do Ceará sejam de tempo integral”, afirmou o governador Camilo Santana.

Em 2018, já serão 44 municípios com Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, beneficiando mais de 26 mil alunos. A maioria das EEMTIs está localizada entre os municípios mais populosos. As escolas foram distribuídas em áreas consideradas mais vulneráveis.

Alunos matriculados

O Ensino Médio em tempo integral alcança 76 mil alunos, sendo 26 mil matriculados em escolas regulares e 50 mil nas EEEPs. No ano de 2018, o investimento destinado ao Programa de Ensino Médio Integral chegará a R$ 149,5 milhões em 2018. Este recurso será usado na ampliação, adaptação e aquisição de novos equipamentos, contas públicas, além da alimentação escolar, custos com salários de professores e contratação de terceirizados nas 111 escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. As novas EEMTIs passarão por processos de adequação essenciais para conversão ao modelo de ensino, como as reformas de vestiários e refeitórios.

Destaque nacional

Pelo segundo ano consecutivo, o Ceará esteve à frente em números de implantação do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, do Governo Federal. O Estado recebeu um investimento de cerca de R$ 40 milhões, por meio do Ministério da Educação, para criar as 40 novas escolas regulares em tempo integral em 2018.

O secretário da Educação, Idilvan Alencar, destacou o esforço da gestão estadual num período de dificuldade econômica. “Camilo nunca deixou de investir em educação. O Ceará é o segundo estado com mais escolas em tempo integral do país, atrás só de Pernambuco, mas tem sido o mais veloz na implantação”.

A oferta do ensino integral começa a partir da 1ª série do Ensino Médio e a expansão ocorre gradualmente para as próximas séries. Os estudantes das 2ª e 3ª séries que já frequentavam estas instituições tiveram a matrícula renovada automaticamente na modalidade regular, uma vez confirmado o interesse em continuar na escola. Cada escola oferta uma jornada de nove horas, garantindo três refeições diárias. O currículo é composto por 30 horas semanais de disciplinas da base comum a todos e 15 horas na parte flexível, sendo que 10 são escolhidas pelos alunos.

Diferenciais

A ampliação da jornada escolar converge com o papel de todos os envolvidos no processo educativo: família; professores; funcionários e comunidade. Esse modelo aumenta o tempo escolar e amplia as oportunidades de aprendizagem que favorecem o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais, além do protagonismo estudantil por meio de escolhas de componentes curriculares eletivos.

De acordo com o projeto, a oferta das eletivas deve ser estruturada levando em consideração eixos temáticos de modo a possibilitar aos alunos a estruturação de seu itinerário formativo e uma reflexão sobre sua trajetória acadêmica, desenhada por suas escolhas e interesses. Os 10 eixos temáticos são os seguintes: Educação em Direitos Humanos; Educação Científica; Formação Profissional /e-Jovem – Informática; Educação Ambiental e Sustentabilidade; Mundo do Trabalho; Comunicação, Uso de Mídias, Cultura Digital e Tecnológica; Esporte, Lazer e Promoção de Saúde; Artes e Cultura; Clubes Estudantis e Desenvolvimento de Projetos, além de Aprofundamento de Conteúdos do Núcleo Comum.

A Seduc recomenda que os estudantes transitem entre temáticas de diferentes eixos fortalecendo sua formação integral, mas que haja uma articulação clara com o seu projeto de vida. A oferta de atividades curriculares eletivas ocorrerá semestralmente.

Educação Profissional

Nesta modalidade de ensino, os alunos aprendem uma profissão ao mesmo tempo em que fazem os três últimos anos da educação básica, das 7 às 17 horas, com três refeições garantidas. Durante o terceiro ano, o Governo do Ceará propicia o acesso ao estágio curricular obrigatório e remunerado a todos os alunos. Ao todo, 4,5 mil empresas são parceiras nos programas de promoção de estágio profissional com o atendimento de 15 mil estudantes.

Desde 2015, nove novas escolas profissionais foram inauguradas pelo Governo do Ceará. A previsão para 2018 é de que outras 23 unidades sejam entregues à população cearense, totalizando 141 Escolas Estaduais de Educação Profissional até o fim da gestão. O currículo desenvolvido é composto por disciplinas da base nacional comum (currículo do Ensino Médio), da formação profissional, além de uma parte diversificada, que abrange componentes curriculares como: Empreendedorismo, Projeto de Vida, Mundo do Trabalho, Formação para a Cidadania, Projetos Interdisciplinares, Horários de Estudo, Língua Estrangeira Aplicada. A carga horária total trabalhada ao longo dos três anos do ensino médio integrado à educação profissional é de 5.400h. Cerca de 60,8% dos alunos que finalizam os estudos nas EEEPs estão inseridos no mercado de trabalho ou em uma universidade.


Fonte: Núcleo de comunicação do governo do Estado do Ceará

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