16 de fevereiro de 2018 às 07h35m
Brasil é o oitavo produtor mundial de energia eólica

O Brasil já ocupa o oitavo lugar em produção de energia eólica, de acordo com o estudo Global Wind Statistic 2017.

Nosso País subiu uma posição, ultrapassando o Canadá, e chegou à oitava colocação no ranking mundial que afere a capacidade instalada. O documento anual é realizado através da compilação de dados mundiais de energia eólica e produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC). No ano passado, o País conseguiu “adicionar 52,57 GW de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada”, informou, ontem, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), que reúne empresas do setor.

Em 2016, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking e passou ocupar a nona posição. Atualmente, o País conta com 12,76 GW de capacidade de energia instalada, contra os 12,39 GW do Canadá. A China, ocupa a primeira posição, com 188,23 GW; seguida pelos Estados Unidos, com 89,07 GW, e a Alemanha, com 56,132 GW de produção de energia a partir da força dos ventosa. Índia, Espanha, Reino Unido e França completam o ranking dos sete primeiros.

Os números apontam para um crescimento da matriz de energia eólica no Brasil. O segmento já é responsável por 8,3% de toda a energia produzida no território nacional, percentual ainda distante dos 60,9% produzido pelas hidrelétricas, mas já próximo dos 9,3% da produção alcançada pelas usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking brasileiro.

Consumo


A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. A Abeeolica estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior a 500 GW. O Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produziu energia usando aquela força da natureza. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com 93 parques e 2.410,04 MW de produção, vem a Bahia. Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem 1.935,76 MW.

Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O estado tem 80 parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com 34 parques e 781,99 MW de capacidade. A expectativa é de que nos próximos seis anos deve ser adicionado mais 1,45 GW de capacidade eólica no País, decorrentes dos leilões de energia realizados em dezembro do ano passado. A Abeeolica estima que 18 milhões de residências sejam abastecidas com energia eólica.

De acordo com a presidente da Abeeolica, Élbia Gannoum, o País pode cair de posição no curto prazo, porque haverá menos projetos sendo concluídos nos próximos dois anos. “Nesse ranking, o que conta é o resultado específico do ano, então há bastante variação. A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Élbia.


Fonte: O Estado

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