17 de janeiro de 2018 às 13h39m
Santa Casa encerra urgência e emergência

O atendimento de urgência e emergência na Santa Casa de Misericórdia foi desativado ontem, 16, o primeiro sem a oferta do serviço à população.

O anúncio havia sido feito no último dia 9, quando foi afixado um aviso no portão de entrada do pronto atendimento sobre a mudança. No decorrer do dia, pessoas chegaram ao local e tiveram que ser encaminhadas às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Segundo a diretora técnica da Santa Casa, Socorro Oliveira, o que aconteceu foi uma troca na renovação do contrato com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS): com a interrupção do serviço, poderão ser disponibilizados 43 leitos de retaguarda para a central única no município. Além disso, foi feita uma reorganização dentro da Santa Casa, liberando mais 30 leitos que estavam ociosos, totalizando 73 novos leitos de retaguarda disponíveis.

Ela conta que as UPAs, que agora deverão absorver a demanda que antes ia para a Santa Casa, são bem equipadas para que isso aconteça sem problemas. “Há alguns anos, a nossa emergência, de fato, tinha importância muito grande, mas com a fundação das UPAs os números de atendimentos foram caindo”, diz ela, indicando que de 2006 para cá, a média de atendimentos feitos por mês nesse setor caiu de 15 mil para cerca de 3.500. “A gente acaba sendo redundante”, diz ela.

A impressão das pessoas na rua sobre a aptidão das unidades para absorver a demanda, no entanto, não é a mesma da diretora. “Agora tem que ir nas UPAs, onde até remédio errado eles dão”, conta o taxista Pedro Paulo, que costuma trabalhar na saída do pronto atendimento da Santa Casa. Iriene Lima, vendedora que também trabalha no local, conta que nas UPAs já existiam filas de espera grandes durante o dia inteiro, o que deve piorar agora que terão demanda ainda maior.

Ela observa ainda que a mudança acabou fazendo diminuir o movimento no local, atrapalhando as vendas. “Prejudicou nós, os taxistas, os pacientes, todo mundo”, conta. Pedro Paulo, por outro lado, considera que esse não é o maior problema: “A gente que é taxista pode sair e ir pra outro canto, e a população que vem ser atendida?”, diz.


Fonte: O Estado

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