11 de janeiro de 2018 às 11h55m
Conheça as seis novas áreas que vão ter gestão público-privada

Além do Parque Rachel de Queiroz, terão parceria privada o Litoral Central (Praia de Iracema); Centro-Oeste (Parangaba); avenidas Eduardo Girão e Aguanambi; Leste-Oeste (av. Francisco Sá); e sistema hídrico Maceió-Papicu

Das quinze áreas da Capital identificadas como de grande potencial para receber auxílio da iniciativa privada na gestão, O POVO teve acesso ao nome das seis que serão apresentadas hoje pela Prefeitura de Fortaleza. O evento, parte do programa Fortaleza Competitiva, acontece às 9 horas, no Hotel Gran Marquise, e detalha as oportunidades de curto prazo para novas operações urbanas consorciadas (OUCs) na Cidade.

Conforme O POVO adiantou na terça-feira, 9, o Parque Rachel de Queiroz é um dos equipamentos com viabilidade no curto prazo a ter parceria privada. As outras áreas compreendem Litoral Central (Praia de Iracema); Centro-Oeste (Parangaba); avenidas Eduardo Girão e Aguanambi; Leste-Oeste (av. Francisco Sá); e sistema hídrico Maceió-Papicu.

Sobre o assunto

Para o arquiteto e urbanista argentino, Willy Müller, cofundador do Institute of Advanced Architecture in Catalunya (IAAC), de Barcelona, que junto com a Quanta Engenharia, assina o estudo de viabilidade do pacote de OUCs de Fortaleza, as economias hoje são muito mais dinâmicas. “Seria um erro depreciar e ignorar o ente privado e sua capacidade de fazer investimentos”, afirma.

Na prática, neste tipo de parceria, investimentos urbanísticos podem ser realizados por empresas para transformar um bairro ou uma comunidade, seja recuperando uma área degradada ou melhorando a infraestrutura física ou social. Em troca, a Prefeitura autoriza que sejam feitas intervenções no local.

Ele explica que o estudo não especifica qual tipo de negócio deve ser construído, mas quais áreas despertam interesse do privado e as contrapartidas mais indicadas a serem exigidas em cada local. Pode ser, por exemplo, que a Prefeitura exija do investidor ações para recuperação ambiental do local; obras de infraestrutura básica; ou mesmo condições de mobilidade urbana, como uma ciclovia.

“As OUCs são um colar de áreas que realmente têm o poder de interligar a Fortaleza mais rica com a mais pobre. São áreas com potencial para o negócio privado, pois do contrário não teria sentido nenhum para o investidor, mas que ao mesmo tempo agreguem uma visão planejada de infraestrutura pública com potencial de beneficiar o conjunto da região”, detalha.

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"As economias hoje são muito mais dinâmicas, seria um erro depreciar e ignorar o ente privado e sua capacidade de fazer investimentos"

Willy Müller, urbanista argentino e cofundador do Institute of Advanced Architecture in Catalunya (IAAC), em Barcelona

Estimular o aquecimento da economia e a atração de outros negócios, ao mesmo tempo, em que se garante uma obra de infraestrutura sem grandes aportes de recursos públicos é um aspecto. Mas, na avaliação dele, o principal ganho é o gestor poder definir de forma planejada como vai conduzir o ordenamento.

A capital cearense está entre as cidades brasileiras que mais tem OUCs implantadas ou em andamento. São sete no total. A operação do Riacho Maceió, do Jóquei Clube e a da Lagoa do Papicu são exemplos do que já implantado. A diferença do novo pacote, adianta Müller, é que as áreas alvos da parceria serão de maior porte.

Saiba mais

O estudo sobre as oportunidades de novas operações urbanas consorciadas em Fortaleza será apresentado para investidores pelo Prefeito Roberto Cláudio hoje, às 9 horas, no Hotel Gran Marquise

O projeto integra o Programa Fortaleza Competitiva, que atua com 56 medidas, que visam tornar a Cidade mais atrativa e desburocratizada para novos investimentos. A expectativa do Município é que a partir destas ações ocorra um impacto direto e indireto de até R$ 2 bilhões na economia


Fonte: O Povo

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