13 de novembro de 2017 às 07h35m
Emissões de CO2 aumentam após três anos de estabilidade, diz relatório

A concentração de dióxido de carbono atmosférico atingiu 403 partes por milhão em 2016 e deverá aumentar em 2,5 partes por milhão em 2017.

Após três anos de crescimento considerado estável, a concentração de dióxido de carbono atmosférico atingiu 403 partes por milhão em 2016 e deverá aumentar em 2,5 partes por milhão em 2017.

Como a emissão de gases é um dos principais fatores que levam ao aquecimento global, a notícia vai na contramão das metas do Acordo de Paris -- pacto estabelecido em 2015 por 195 países para conter o aumento da temperatura do planeta em menos de 2º C.

Os dados são de relatório do Global Carbon Project, organização que monitora as emissões de CO2 no mundo e é encabeçada por várias instituições e especialistas ligados aos efeitos das mudanças climáticas.

A notícia também foi destacada em comentário da "Nature Climate Change" e publicada simultaneamente em artigos no "Environmental Research Letters" e no "Earth System Science Data" desta segunda-feira (13).

O relatório prevê ainda que as emissões globais de combustíveis fósseis atinjam um recorde de 37 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2017, com as emissões totais atingindo 41 bilhões de toneladas, incluindo o desmatamento.

A informação é consistente com notícia recente de que as concentrações de CO2 são agora 145% mais altas que em níveis pré-industriais (antes de 1750).

A divulgação dos dados também ocorre em meio a COP-23, a conferência do clima da ONU que estuda reduzir as emissões de gases do efeito estufa para conter o aquecimento global. Uma das missões da conferência é avançar nas metas estipuladas no Acordo de Paris.

China lidera emissões, mas Estados Unidos diminuíram

Segundo o relatório, quem encabeça as emissões é a China. Lá, as emissões deverão crescer cerca de 3,5% em 2017 -- apesar dos esforços crescentes do país no investimento em economia verde.

No entanto, as emissões de dióxido de carbono diminuíram apesar da crescente atividade econômica em algumas regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, espera-se um declínio de 0,4% nas emissões este ano; e, na União Européia, um decréscimo de 0,2% .


Fonte: g1.com

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