02 de novembro de 2017 às 16h05m
Promotor da Espanha pede prisão de ex-presidente da Catalunha

Carles Puigdemont não compareceu à audiência para responder a acusações de conspiração em Madri. Ele estaria na Bélgica com quatro conselheiros.

 

 
Carles Puigdemont, presidente da Catalunha destituído após reação espanhola à declaração de independência  (Foto: Ruben Moreno/Presidency Press Service, Pool Photo via AP)

Puigdemont deveria comparecer à audiência para responder a acusações de rebelião, conspiração e uso indevido de fundos públicos relacionados à iniciativa separatista da Catalunha, informa a Reuters.

 

"Quando alguém não comparece depois de ser intimado por um juiz para testemunhar, na Espanha ou em qualquer outro país da UE, normalmente se emite um mandado de prisão", disse o presidente da Suprema Corte da Espanha, Carlos Lesmes.

 

As ordens de prisão foram direcionadas às autoridades da Bélgica, onde estaria Carles Puigdemont, diz a France Presse.

 
Pessoas comemoram a declaração unilateral de independência da Catalunha do lado de fora do Parlamento da Catalunha em Barcelona, ??na Espanha (Foto: Emilio Morenatti/AP)

Um mandado de prisão, segundo a Reuters, tornaria virtualmente impossível para Puigdemont concorrer na eleição antecipada convocada pelo governo espanhol para a região em 21 de dezembro.

No começo de outubro, em referendo com 90% dos votos, a Catalunha declarou independência em relação à Espanha. Na ocasião, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, não reconhece o resultado e diz que 'não houve referendo'.

 
Resultado do referendo na Catalunha (Foto: Arte/G1)

Resultado do referendo na Catalunha (Foto: Arte/G1)

O conflito entre o governo separatista da Catalunha e o executivo central de Mariano Rajoy alcançou seu ponto alto na sexta-feira, 27 de outubro: o movimento de independência proclamou uma república, enquanto Madri respondeu destituindo o governo regional e assumindo o controle de sua administração.

Com isso, Carles Puigdemont foi destituído e suas funções foram assumidas pela vice-presidente espanhola Soraya Sáenz de Santamaría. O Parlamento regional também foi dissolvido.

Logo após dissolver o parlamento regional e derrubar o governo regional, no entanto, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que novas eleições regionais seriam realizadas na Catalunha, em 21 de dezembro e que Puigdemont poderia concorrer.

"Tenho certeza que, se Puigdemont participar dessas eleições, ele pode exercer essa oposição democrática", disse à Reuters.

Agora, no entanto, com o pedido de prisão, uma possível candidatura de Puigdemont está comprometida.


Fonte: g1.com

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