25 de setembro de 2017 às 07h25m
Coreana SsangYong quer vender 3 mil veículos no Brasil em 2018

Primeiro produto da nova fase será o Tivoli, que tem porte semelhante a Jeep Renegade, Honda HR-V e Ford EcoSport.

Por Reuters

22/09/2017 09h21 Atualizado 22/09/2017 09h46

SsangYong Tivoli (Foto: Divulgação) SsangYong Tivoli (Foto: Divulgação)

SsangYong Tivoli (Foto: Divulgação)

 

A montadora sul-coreana de utilitários esportivos e picapes SsangYong estimou vendas de 3 mil veículos no Brasil em 2018, ano que marcará a segunda tentativa de se firmar no mercado nacional.

O primeiro produto da “nova” fase será o SUV compacto Tivoli. Ele tem porte semelhante ao de modelos como Jeep Renegade, Honda HR-V e Ford EcoSport.

São 4,20 metros de comprimento, 2,60 m de entre-eixos, 1,80 m de largura e 1,59 m de altura. O porta-malas acomoda 423 litros. A única motorização gasolina disponível é um 1.6 de 4 cilindros de 128 cavalos e 16,3 kgfm.

Interior do SSangYong Tivoli (Foto: Divulgação) Interior do SSangYong Tivoli (Foto: Divulgação)

Interior do SSangYong Tivoli (Foto: Divulgação)

Representantes da companhia, que venderá os veículos no Brasil por meio da importadora brasileira Venko Motors, afirmaram que a volta é decorrente da estabilização do câmbio, da postura mais favorável a negócios do governo e do fim do regime Inovar Auto no final deste ano.

A montadora, rival menor das sul-coreanas Hyundai e Kia, que parou de vender carros no país em 2015 em meio à crise do mercado brasileiro e dificuldades do parceiro importador anterior, "jamais pensou em abandonar o Brasil", disse o diretor de exportações da SsangYong, Jong Dae Lee.

"O Brasil é um dos maiores mercados do mundo, é importante para nós", acrescentou o executivo da SsangYong, que tem no Chile seu maior mercado na América do Sul atualmente, com vendas de 7 mil unidades em 2016.

 
SsangYong Tivoli (Foto: Divulgação) SsangYong Tivoli (Foto: Divulgação)

SsangYong Tivoli (Foto: Divulgação)

A volta da SsangYong é o primeiro indicativo do esperado aumento das importações de veículos pelo Brasil a partir de 2018, quando o regime Inovar Auto será encerrado.

O regime, instaurado em 2012, elevou em 30 pontos percentuais a carga tributária sobre veículos importados e obrigou montadoras a ampliarem etapas produtivas no país, exigindo mais investimentos das companhias.

Segundo a associação de montadoras Anfavea, a participação dos veículos importados no total de vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil em 2018 deve subir dos atuais 10% para cerca de 15%.

SsangYong e Venko não revelaram investimentos no retorno da marca ao país. Mas o diretor de operações Marcelo Fevereiro afirmou que o objetivo da sul-coreana é "ser competitiva em preços" e usar os 17 mil compradores dos carros da marca entre 2001 e 2015 como base para retomada da confiança.

Os executivos afirmaram que os compradores de veículos SsangYong voltarão a ter assistência da marca no Brasil, apesar dos modelos vendidos até 2015 não serem mais comercializados pela companhia.

Se alcançar a venda de 3 mil veículos no fim de 2018, a SsangYong ficaria entre as 10 maiores marcas de comerciais leves do país, com base em números de 2016 da associação de concessionários Fenabrave.

 

A empresa sul-coreana ficaria atrás da japonesa Nissan, que em 2016 teve vendas de 3.600 veículos na categoria formada por SUVs, picapes e vans comerciais.

Action Sports da Ssangyong (Foto: Raul Zito/G1) Action Sports da Ssangyong (Foto: Raul Zito/G1)

Action Sports da Ssangyong (Foto: Raul Zito/G1)


Fonte: autoesporte.com

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