31 de julho de 2017 às 07h15m
Oposição convoca marchas contra instalação da Constituinte na Venezuela

Henrique Capriles convocou mobilizações para hoje e quarta. Enquanto o governo diz que 8 milhões de venezuelanos foram às urnas, oposição afirma que foram 2,5 milhões.

O líder da oposição e governador de Miranda, Henrique Capriles, fala com a imprensa em Caracas (Foto: Christian Veron/Reuters) O líder da oposição e governador de Miranda, Henrique Capriles, fala com a imprensa em Caracas (Foto: Christian Veron/Reuters)

O líder da oposição e governador de Miranda, Henrique Capriles, fala com a imprensa em Caracas (Foto: Christian Veron/Reuters)

 

A oposição venezuelana convocou mobilizações para esta segunda (31) e quarta-feira (2) no país, para protestar contra a instalação da Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

"Não reconhecemos este processo fraudulento. Para nós, é nulo, não existe", afirmou o oposicionista Henrique Capriles, ao convocar as marchas. Governador do estado de Miranda, Capriles disputou - e perdeu - a eleição de 2013 contra Maduro.

Ele afirmou que, nesta segunda (31), haverá marchas em todo o país contra o "massacre" e a "fraude" que teria sido a votação deste domingo (30), e a mobilização de quarta (2) será em Caracas, no dia em que a Assembleia Constituinte será oficialmente instalada.

Enquanto o governo diz que 8 milhões de venezuelanos foram às urnas eleger os deputados que redigirão uma nova Constituição (ou 41,53% dos eleitores venezuelanos, segundo o Conselho Nacional Eleitoral), a oposição afirma que foram 2,5 milhões (12,4% de participação, segundo a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática - MUD).

"A ratificação de que este foi um dia tétrico foi o exíguo comparecimento dos venezuelanos, em um processo do qual apenas o governo participou. Que legitimidade pode ter um processo, em que houve uma abstenção de quase 88%?", questionou Ramos Allup, deputado e ex-líder parlamentar, em entrevista coletiva.

Capriles pediu ao governo que desista da Constituinte. "A última cartada foi dada por Nicolás Maduro. Ele colocou a corda no pescoço e, a partir de amanhã [segunda], começa uma nova etapa de luta de não reconhecimento dessa fraude".


Fonte: France Presse

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