22 de março de 2017 às 17h19m
TECNOLOGIA VAI TRANSFORMAR O SERTÃO DO CEARÁ EM POTENCIA DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

“A combinação de 4 tecnologias pretende criar sistemas de agricultura sustentável no sertão do Ceará, especialmente no período de estiagem”


O Programa de Desenvolvimento e Inovação será realizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia( IFCE) de Quixadá, sob a coordenação do deputado federal Odorico Monteiro, que é um entusiasta do uso de novas tecnologias como fator estratégico do desenvolvimento da região. O projeto será apresentado para professores, estudantes e lideranças da região do Sertão Central, no auditório do IFCE, nesta sexta-feira, dia 24 de março, a partir das 14 horas.

 

 

A MÁQUINA QUE VAI PRODUZIR ÁGUA DO AR

 

 

Desenvolvida por um engenheiro brasileiro, a tecnologia vem sendo aprimorada há mais de 10 anos. A máquina funciona sugando o ar do meio ambiente, depois as moléculas de água passam por um filtro  onde ficam retidas, na sequencia são realizadas mais três filtragens para desinfecção e mineralização , produzindo uma água puríssima para o consumo humano.

 

Agora, essa tecnologia vai ser usada para abastecer um avançado sistema de agricultura hidropônica que irá cultivar espécies de tomates melhoradas geneticamente.

 

A máquina do ar e o sistema de hidroponia serão alimentados por um sistema de geração de energia solar que irá permitir a independência e sustentabilidade energética da unidade produtiva experimental que tem cerca de 150 metros quadrados e capacidade para cultivar 200 plantas. A máquina estará instalada e funcionando durante o evento.

 

 

 

A AGRICULTURA SUSTENTÁVEL É O FUTURO, AGORA.

 

O conceito a ser testado em Quixadá é o mesmo utilizado num projeto realizado na Australia pela empresa Sun Drop Farm - que é a líder mundial em agricultura sustentável.

 

Exatamente, na região árida da Australia, a empresa investiu mais de 200 milhões de dólares para produzir energia solar, dessalinizar água do mar e produzir tomates em 20 hectares de agricultura hidroponica.

 

O projeto é um sucesso técnico e econômico. A fazenda de tomates da Australia já produz 15% do consumo do país e oferece um produto de alta qualidade, com frutos saborosos, bonitos e saudáveis.

 

O grupo responsável pelo projeto australiano acabou de receber aporte de  poderosos fundos investimentos europeus para a expansão global da tecnologia.

 

E esse mesmo grupo, já está de olho nos resultados de Quixadá, pois desejam usar a tecnologia de produção de água do ar que será testada aqui como alternativa à dessalinização que é uma tecnologia que gera resíduo ambiental.

 

A agricultura sustentável usa menos de 90% da água necessária para a agricultura convencional, reduz drasticamente o uso de defensivos agrícolas, não degrada o solo, nem o meio ambiente e proporciona elevada taxa de produtiva, pois os frutos, hortaliças e plantas são cultivados em ambiente controlado. 

 

 

Outro conceito fundamental do projeto é transformar o problema em solução. Ou seja: o sol que castiga o sertão, na verdade, pode ser a nossa maior fonte de energia. Do mesmo modo, o clima quente e árido é ambiente ideal para se extrair a água que corre nos rios aéreos do sertão. 

 

Com os sistemas de geração de energia solar e a tecnologia de produção deságua do ar, o sertão pode superar a adversidade natural e se transformar, de verdade, num poderoso polo de produção agriculta, pois o clima e a incidência de luz solar são um solo fértil para a produtividade.

 

Onde não se produz nada, o sertão do Ceará tem a possibilidade de produzir alimentos, empregos, dignidade e vida melhor para milhões de nordestinos.

 

 

A partir de Quixadá, o projeto pretende implantar unidades produtivas sustentáveis que podem se multiplicar por todo o nordeste. A exemplo do que ocorre no Vale do São Francisco, em que a irrigação convencional proporcionou mais de 100 mil hectares produtivos, o sertão central do Ceará poderá dar início a um novo vale de produção agrícola de grande dimensão.

 

Entretanto, para isso, se faz necessário a criação de uma política pública estadual, regional e nacional, que promova a produção de energia solar aplicada à agricultura sustentável como fator estratégico de desenvolvimento.

 

A energia solar gerada para a agricultura, a saúde, a educação, a segurança e a mobilidade urbana teriam um regime especial de incentivo público e isenção fiscal que permitissem o seu uso em larga escala.

 

Para o coordenador do projeto, deputado federal Odorico Monteiro, "Com ousadia, criatividade, tecnologia e inovação, nós podemos transformar o nordeste e o Brasil".

 

 

SERVIÇO:

 

O Seminário de lançamento do Programa de Desenvolvimento e Inovação para a Agricultura Sustentável do Nordeste vai ser realizado nesta sexta, dia 24 de março de 2017, no auditório do IFCE em Quixada, das 14 às 18 horas, com apresentação de uma máquina no local.

 


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