27 de fevereiro de 2017 às 11h30m
Maracatus brilham em Fortaleza no último dia de desfiles

Na noite de domingo (26), seis agremiações se apresentaram, dentre elas o Maracatu Az de Ouro, considerado o mais antigo do Ceará, que comemorou e cantou seus 80 anos de existência.

Maracatus brilham em Fortaleza no último dia de desfiles

Cores e ritmos do maracatuEdwirges Nogueira/Agência Brasil

A Avenida Domingos Olímpio, no Centro de Fortaleza, ficou lotada no último dia de desfile dos maracatus, que esbanjaram cores e ritmos e encantaram o público. Na noite de domingo (26), seis agremiações se apresentaram, dentre elas o Maracatu Az de Ouro, considerado o mais antigo do Ceará, que comemorou e cantou  seus 80 anos de existência.

Primeira a se apresentar, a Nação Baobab homenageou a árvore que dá nome ao maracatu. A cor verde foi estampada no vestido da rainha. “O baobá é uma árvore da África e fizemos um culto a essa árvore, à oferenda da água que ela concentra nos tempos de seca e à sombra majestosa que tem”, disse o professor universitário Robson Sanabio, um dos cantores da agremiação.

As arquibancadas montadas ao longo da avenida ficaram lotadas e havia pessoas em pé, encostadas nas grades que delimitavam o local do desfile. A aposentada Rita Maria dos Santos, 75, trouxe sua cadeira de casa para assistir os desfiles de forma confortável. “Eu venho ver o maracatu todos os anos, desde que meus filhos eram pequenininhos. No desfile, eu gosto mais das baianas e da negra do incenso”, disse.

Neste domingo, dona Rita estasva acompanhada dos filhos e netos. Ao ver passar o maracatu Nação Pici, levantou-se da cadeira para ver as alas passarem. A agremiação trouxe como tema de sua loa o orixá Oxum, considerada a rainha da água doce. Na avenida, ela foi representada por um pavão, formado por uma ala com treze pessoas.

Maracatus brilham em Fortaleza no último dia de desfiles

Maracatu Vozes da África entra na avenidaEdwirges Nogueira/Agência Brasil

O Maracatu Vozes da África entrou na avenida distribuindo glitter por onde passava e cantando a história de Chico Rei, um rei africano que foi capturado pelos portugueses e virou símbolo de resistência nas Minas Gerais do ciclo do ouro.

As irmãs paulistas Tatianna e Janainna Zachi tiravam diversas fotos durante a passagem do maracatu pela avenida. Morando há seis meses em Fortaleza, elas passam o primeiro carnaval na capital cearense.

“É bem legal ver a diferença de cultura, achei muito bonito”, elogia Janainna, 33, que trabalha como gerente de vendas. Já Tatianna, 32, que é instrumentadora cirúrgica, destacou a diversidade religiosa do maracatu. “Aqui em Fortaleza, o pessoal é bem católico e abordaram uma parte da religião afro. Eles valorizaram bastante essa parte. Achei lindo".


Fonte: Edwirges Nogueira – Repórter da Agência Brasil

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