14 de fevereiro de 2017 às 12h40m
As vantagens de economizar e ainda ajudar o meio ambiente

“Uma junção de boas ideias que resultou em um projeto valoroso”, assim é o Ecoenel definido por um de seus idealizadores, Odailton Arruda, que até hoje está encabeçando a iniciativa, que iniciou lá em 2007.

“O Ecoenel nasceu baseado nas ideias especificadas no livro de Sabetai Calderoni, chamado ‘Os Bilhões Perdidos no Lixo’, que sintetiza muito bem os nossos objetivos. Hoje, somos um programa voltado para a reciclagem de eficiência energética, com a chancela da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)”, explica Odailton, que é responsável pela área de Eficiência Energética da Enel no Brasil.
O Ecoenel cresceu, se desenvolveu e hoje, é a realidade na vida de milhares de pessoas, cerca de 112 mil, seja da capital cearense ou de outros 42 municípios, e já com 117 pontos de coleta espalhados por Fortaleza, muito mais do que o planejado no princípio. “A intenção era muito mais modesta do que a realidade, pensávamos em no máximo dez pontos, o primeiro foi até na Avenida Washington Soares, nada muito distante disso, só que hoje são quase 120 bases, comprovando o sucesso da nossa ação, mas a intenção é elevar ainda mais esse número”, esclarece Odailton.

Repercussão
O programa que visa à conscientização da sociedade quando o assunto é a destinação correta dos resíduos sólidos já foi inclusive replicado em outros estados, como Paraíba, Maranhão, Pará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, alguns com a mesma plataforma, outros com adaptações para a realidade dos mesmos.

Na prática
Mas como funciona de verdade o Ecoenel, como as coisas acontecem na prática? Para quem ainda não sabe, nós explicamos. Qualquer cidadão sem restrição pode buscar um dos pontos de coleta, levando uma conta de energia de qualquer unidade consumidora (que pode ser sua, de algum parente, do vizinho, de quem quiser) para receber um cartão Ecoenel e poder participar das doações.
A partir daí é recolher os resíduos recicláveis e leva-los às bases coletoras do programa. O material é selecionado, pesado e todas as informações são registradas em uma unidade de processamento de dados e via internet, o valor total do desconto virá na próxima fatura do cliente. Odailton detalha as melhorias vindouras. “O processo é bem simples, fácil, cada produto tem seu valor, que é variável de acordo com os meses. Para facilitar ainda mais as coisas, estão em fase de testes com uma máquina de processamento de um quase autoatendimento, sem a necessidade de haver uma pessoa. Fora isso, já está funcionando um aplicativo para celulares que contém um mapa com todas as unidades, horários de atendimento e os valores atualizados de cada material”.
O responsável mostra uma visão otimista para o futuro e destaca a evolução dos dados. “A gente sente que a realidade hoje da conscientização social é bem melhor do que quando iniciamos o programa, as pessoas demonstram mais preocupação com o meio ambiente e estão contribuindo cada vez mais, seja pela bonificação na conta de luz ou mesmo pela cidadania. Temos mensalmente cerca de 300 pessoas que zeram suas contas com as doações, o que antes eram 150, 200 mil toneladas de material reciclado, hoje ultrapassa a marca dos 400”.

Nunes: “Difícil um projeto ter esse alcance”

José Nunes de Almeida Neto, Diretor de Relações Institucionais da Enel, é uma figura importante nesse contexto sustentável, além de ser um dos idealizadores e entusiastas do Ecoenel. Nunes aborda a importância de programas dessa estirpe. “A sustentabilidade é um pilar fundamental para a Enel e conduz o desenvolvimento de todos os nossos negócios. É muito comum vermos projetos ambientais e de sustentabilidade sendo lançados, mas é muito difícil a gente ver um projeto desse tipo, com esse alcance e que está superando a primeira década”.
“Outro aspecto é que esse é um projeto possível. É um projeto que abre muitas portas. Há cooperativas que se estruturaram dentro dele, há empresas nasceram dentro dele. É um projeto que traz orgulho a todos nós. Ele só existe por que é coletivo, é de todos. É um projeto que não se faz a poucas mãos. Fico feliz e sou comprometido com esse projeto. Ele realmente é do coração”, comprova Nunes.


Fonte: O Estado

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