23 de setembro de 2019 às hm
DESTAQUE POLITICO

COLUNA: AS CURTINHAS DO EDVAR XIMENES PARA O DIA 23.

RIO - Em quase nove meses de gestão, o presidente Jair Bolsonaro priorizou despachos no Palácio do Planalto com seus ministros e funcionários; encontros com empresários, diplomatas e artistas amigos; eventos militares e evangélicos; conversas com seus filhos e congressistas mais próximos, entre eles o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Helio Negão.

A tendência de urbanização crescente implica no aumento da população nas cidades. E um impacto muitas vezes esquecido que acompanha esse processo é a grande mudança na estrutura etária de seus habitantes. Várias pesquisas mostraram que existe uma forte conexão entre faixas etárias e demanda por habitação. O “baby boom” nos EUA, na década de 1950, por exemplo, explica o substancial aumento nos preços dos imóveis residenciais na década de 1970, momento em que a demanda foi aquecida.

Em meio à pilha de dados produzida pelo novo Censo da Educação Superior, destacou-se o protagonismo assumido pelo ensino a distância na expansão da oferta universitária nacional. No ano passado, o número de vagas oferecidas nessa modalidade ultrapassou pela primeira vez a do ensino presencial —7,2 milhões ante 6,4 milhões; em 2017, eram 4,7 milhões contra 6 milhões. Esse aumento decorre da multiplicação de cursos, cuja quantidade saltou no período de 2.108 para 3.177.

Participo nesta segunda (23), em Nova York, de uma mesa de debates sobre o meio ambiente, em um evento paralelo à Cúpula do Clima da ONU, que busca acelerar de forma ambiciosa os compromissos do Acordo de Paris para a contenção do aumento da temperatura do planeta.  Preparei-me para a discussão organizada pelos Movimentos Acredito, Agora e Livres sob o peso das notícias recentes, como o veto da União Europeia a 28 ativos de agrotóxicos liberados no Brasil e a cobrança por maior proteção da Amazônia feita por fundos de investimento de 30 países, que sozinhos somam R$ 65 trilhões.(SABATA AMARAL).

Sem articulação ou votos suficientes no Congresso, partidos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro elegeram o Supremo Tribunal Federal como campo para atuar contra medidas tomadas pelo governo federal.

Levantamento feito pelo Estado aponta que nos nove primeiros meses deste ano o STF já recebeu 45 pedidos de derrubada de algum tipo iniciativa determinada pelo Palácio do Planalto

“Como tudo começou, afinal?” É com esse questionamento que a revista do Clube Paladar de setembro inicia os leitores na jornada do vinho pelo Brasil. Essa bebida, antes restrita às elites, perdeu seu aspecto de item exclusivo e adentrou os lares de milhões de brasileiros em todas as regiões do território nacional. De norte a sul, indo do Planalto Catarinense ao Vale do São Francisco, o guia está posto para quem deseja conhecer a produção local.

O Brasil não chegará a bom lugar sem um entendimento mínimo sobre uma agenda comum. Nos anos 80, essa coesão foi fundamental para conduzir o País da ditadura para a democracia. Na década seguinte, os brasileiros deixaram suas diferenças de lado para construir um amplo concerto com vista a estabilizar a economia, por meio do Plano Real. Esses edifícios coletivos – o respeito à democracia e a valorização dos fundamentos econômicos – permanecem razoavelmente sólidos desde então exatamente porque não foram fruto do voluntarismo de um líder messiânico ou da visão exclusiva deste ou daquele partido político. Resultam, ao contrário, de um amplo processo de negociação e diálogo, do qual só não participaram os extremistas, à esquerda e à direita, inconformados com a marcha dos acontecimentos e desde sempre incapazes de aceitar a realidade.

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o melhor era não dar chance ao azar. Apesar de a situação das contas públicas do País não ir bem, o órgão que controla o Poder Judiciário decidiu que era preciso cuidar melhor da saúde de seus magistrados e servidores e aprovou um auxílio que pode chegar a 10% do salário – um juiz no Brasil ficará muito próximo de ganhar o teto, que é de R$ 39,3 mil mensais. É mais do que o salário do presidente da República, de R$ 30.900,00. Antes de sair criando novas despesas, o CNJ fez uma consulta a tribunais estaduais, federais e associações de juízes. Ouviu deles que o novo gasto era justificado. Uma das justificativas veio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que havia feito pesquisa mostrando que mais de 90% dos magistrados se dizem mais estressados do que no passado.

Em conversa com um ministro palaciano, na noite de sexta-feira (20), um deputado do PSL foi informado de que Jair Bolsonaro deve vetar trechos da reforma partidária e eleitoral aprovada na Câmara. O veto será parcial. O parlamentar depreendeu da conversa que o presidente ajustará a extensão do expurgo guiando-se pela lei das compensações. Fustigado nas redes sociais por se distanciar dos seus compromissos de campanha, Bolsonaro avalia que pode reequilibrar a balança se expurgar os trechos mais repulsivos da proposta. Por exemplo: o uso de verba pública para pagar advogados por fora da contabilidade das campanhas e comprar imóveis para os partidos. Ou o adiamento da análise da consistência das candidaturas pela Justiça Eleitoral, abrindo brecha para a candidatura de políticos com ficha suja.




COMPARTILHAR




Mais - DESTAQUE POLITICO

  1. 10.10.2019Quinta DESTAQUE POLITICO
  2. 30.09.2019Segunda DESTAQUE POLITICO
  3. 26.09.2019Quinta DESTAQUE POLITICO
  4. 23.09.2019Segunda DESTAQUE POLITICO
  5. 21.05.2019Terça DESTAQUE POLITICO
  6. 07.05.2019Terça DESTAQUE POLITICO
Publicidade
Todos os direitos reservados para avol.com.br - no ar desde 2001