11 de setembro de 2018 às hm
DESTAQUE POLITICO

Ex-governador Beto Richa é preso no Paraná

Géssica BrandinoEstelita Hass Carazzai
SÃO PAULO e CURITIBA / FOLHA

O ex-governador do Paraná Beto Richa, atual candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do estado na manhã desta terça-feira (11). Richa é suspeito de fraude em licitação em obras de estradas rurais no estado.

Também foram presos a mulher dele, Fernanda Richa, e o ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo. Ao todo, 15 pessoas são alvo de mandados de prisão temporária. 

O tucano é suspeito de ter participado de fraudes no programa Patrulhas do Campo, de recuperação e abertura de estradas rurais no interior do estado.

“É aquele padrão: licitação dirigida, pagamento de propina e eventual lavagem de dinheiro”, afirmou à Folha o procurador de Justiça Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, braço do Ministério Público do Paraná.

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Bolsonaro mantém liderança da corrida com 24% após ataque, diz Datafolha

Ricardo Balthazar
FOLHA SÃO PAULO

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O deputado Jair Bolsonaro (PSL) manteve a liderança da corrida presidencial após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e o atentado que sofreu na semana passada, de acordo com a nova pesquisa realizada pelo instituto Datafolha.

Segundo o levantamento, Bolsonaro tem 24% das intenções de voto. O presidenciável foi esfaqueado quando atravessava uma multidão em evento de campanha na quinta (6) em Juiz de Fora (MG) e está internado no Hospital Albert Einstein, onde se recupera da cirurgia sofrida após o ataque.

Na pesquisa anterior do Datafolha, realizada nos dias 20 e 21 de agosto, antes do início do horário eleitoral, Bolsonaro tinha 22% das intenções de voto. A oscilação observada desde então está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois  pontos percentuais para mais ou para menos.

Quatro candidatos aparecem empatados em segundo lugar, dentro da margem de erro. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 13% das intenções de voto, a ex-senadora Marina Silva (Rede) está com 11%, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 10% e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), com 9%.

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Haddad e Ciro avançam sobre espólio de Lula e anunciam batalha na esquerda

 

Os herdeiros de Lula Dois nomes dominam a disputa pelo eleitorado que vai influenciar de maneira decisiva a corrida presidencial. Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) são os que mais avançam sobre o espólio de Lula, indica o Datafolha. Haddad, candidato ainda oficioso do PT, atraiu os setores em que o padrinho político despontava: cresceu entre os mais pobres, no Norte e no Nordeste e entre os que têm ensino fundamental. Ciro também avançou sobre esses votos. Anúncio de nova batalha, a da esquerda. 

Estava escrito A campanha de Ciro vinha dizendo há dias que só via uma vaga disponível no segundo turno –e apostava que ela ficaria entre o pedetista e Haddad. No PDT, o palpite hoje é o de que um dos dois passará à próxima fase da disputa para rivalizar com Jair Bolsonaro (PSL).

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‘Solta a língua, Palocci’

 

O reaparecimento de Antonio Palocci, com novas denúncias contra Lula, assanhou adversários do ex-presidente. Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e pivô do Mensalão, cobrou que o ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma Rousseff conte tudo o que sabe sobre irregularidades envolvendo os governos petistas. “Eu já estava pensando em perguntar por onde andava o Palocci, e não é que ele reapareceu no Jornal Nacional, dizendo que Lula pediu propina em fundos, pré-sal, Belo Monte e caças? Haja propina hein?

Solta a língua, Palocci”, cobrou Jefferson. /M.M.


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Tucanos vão misturar Ciro com o PT

 

Na briga de foice no escuro em que se transformou a disputa pelo segundo lugar na corrida presidencial, os tucanos vão tentar colocar Ciro Gomes e PT no mesmo saco em busca do voto útil para Geraldo Alckmin. As últimas pesquisas mostraram Ciro crescendo.

 O discurso dos tucanos mira o antipetismo. O mote é que se você votar em Ciro vai acabar trazendo o PT de volta para o Planalto, numa tentativa de lembrar que o ex-governador sempre defende Lula e é próximo dos petistas. Como no confronto com Bolsonaro no segundo turno, Ciro aparece à frente nas pesquisas, os tucanos dizem que só a opção por Alckmin no primeiro turno barraria o retorno do PT. /M.M.

 

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Novos terrenos

Após a superexposição dos últimos dias, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) viu crescer as menções espontâneas a seu nome entre os mais pobres e o eleitorado feminino, apontaBruno Boghossian na Folha.
“Sua entrada nesses novos terrenos esbarra, porém, nos mais altos índices de rejeição da disputa. A proporção de eleitores que dizem não votar em Bolsonaro chegou a 49% entre as mulheres e a 46% entre aqueles que ganham até dois salários. Seus rivais ficam abaixo de 30% nesses grupos”, escreveu.
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PT perde mais um discurso

Além de representar uma bomba para a campanha de Geraldo Alckmin, como escrevi no post anterior, a prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB) esvazia mais um dos discursos recorrentes do PT: aquele segundo o qual o tucano seria “amigo” do juiz Sergio Moro e blindado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
A prisão de um grão-tucano na sede original da Lava Jato enfraquece em vários tons o discurso de que Lula seria um perseguido político, que será especialmente martelado nesta terça-feira durante a unção de Fernando Haddad como candidato no lugar do ex-presidente. / V.M.
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Datafolha: Bolsonaro mal no 2º turno

Pesquisa Datafolha revelada na noite de segunda-feira, 10, mostra Jair Bolsonaro na liderança do primeiro turno das eleições presidenciais. Mas também indica a tendência de que o deputado terá problemas contra a maioria dos adversários no segundo turno.

Assim como no primeiro levantamento do instituto, o candidato do PSL perde para Ciro Gomes, do PDT, por 45% contra 35% (na pesquisa anterior a diferença era de apenas 3 pontos porcentuais). Contra Geraldo Alckmin (PSDB), o tucano tinha 38% e passou para 43%, enquanto Bolsonaro oscilou de 33% para 34%. Já diante de Marina Silva (Rede), a diferença diminuiu. Marina tinha 45% e agora tem 43% enquanto o deputado tinha 34% e passou para 37%. Em um possível confronto com Fernando Haddad (PT), empate técnico: 38% de Bolsonaro contra 39% do petista.

A pesquisa foi feita no dia 10 de setembro, tendo como contratantes a TV Globo e a Folha. Foram entrevistados 2.804 eleitores em 197 municípios. Ela foi registrada no TSE com o número BR 02376/2018. O nível de confiança é de 95%.

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Terça agitada em Curitiba

No dia em que será palco da passagem de bastão de Lula para Fernando Haddad como candidato do PT à Presidência, a superintendência da Polícia Federal ganhou outro “hóspede” ilustre com a prisão do ex-governador tucano Beto Richa. E a Lava Jato em Curitiba, que há meses não promovia nenhuma ação de maior visibilidade, acaba de embaralhar ainda mais as cartas da eleição, com reflexos na política do Paraná e nacional. / V.M.
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A Opinião do Estadão: Defesa eloquente da democracia

“A reação dos outros candidatos à Presidência da República ante o atentado contra o deputado Jair Bolsonaro, de repúdio à violência e de reafirmação da confiança no processo eleitoral, foi uma importante demonstração de que, apesar de todas as dificuldades e extremismos dos tempos atuais, a democracia segue sendo um valor inegociável. Diante de um crime gravíssimo, o País pôde assistir a uma unânime e intransigente defesa em prol de uma campanha eleitoral pacífica e civilizada.” Trecho do editorial do Estadão nesta terça-feira, 11.
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Alckmin diz que pretende 'apertar o cinto do governo' ao reduzir ministérios e cargos

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (10) que, se eleito, pretende “apertar o cinto do governo”. Para isso, afirmou que pretende reduzir o número de ministérios e de cargos comissionados, além de devolver prédios alugados pela União.Como parte de sua agenda de campanha, o tucano visitou a entidade judaica beneficente Beit Chabad, na zona Sul de São Paulo. No local, ele participou de celebrações do ano novo judaico, que começaram na noite de domingo e se estenderão até terça-feira (11). A imprensa não foi autorizada a acompanhar a cerimônia. Na saída, Alckmin concedeu uma entrevista em que defendeu a reforma política e o corte de gastos públicos para ajudar conter a crise fiscal. “A nossa proposta é apertar o cinto do governo”, afirmou ao criticar o desequilíbrio das contas do Executivo. “Quer dizer o governo não paga a dívida e ainda gasta R$ 130,140 bilhões a mais por ano. Não pode continuar dessa forma. Isso vai trazer consequências muito graves. Já trouxe, né? 13 milhões de desempregados por falta de confiança e de investimento”, disse. Para enxugar o tamanho da máquina estatal, ele se comprometeu a diminuir o número de ministérios e o de cargos comissionados. “Nós vamos reduzir ministério, cargo comissionado, avião, frota, devolver prédio alugado”, declarou.

POR HOJE É SÓ, MAS AMANHÃ TERÁ MAIS.

 




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