30 de setembro de 2016 às hm
Região Nordeste: Veja quem busca comandar as capitais nordestinas

A Região Nordeste é a terceira maior região do Brasil e a maior em número de estados, possui nove: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sua área total é de 1.561.177km², semelhante a área da Mongólia. A região possui 3.338km de praias, sendo a Bahia o estado com maior extensão litorânea com 938km e o Piauí com a menor, com 60km de litoral. Por causa das suas diferentes características físicas a região foi subdividida pelo IBGE em quatro sub-regiões: Meio Norte, Caatinga, Agreste e Zona da Mata.

A região faz divisa ao norte e leste com o oceano Atlântico, ao sul com Minas Gerais e Espírito Santo e a oeste com o Pará, Tocantins e Goiás.

Mulheres são maioria no eleitorado em Maceió, mas só homens disputam prefeitura

Com maioria feminina no eleitorado (52%), a capital alagoana tem apenas homens entre os candidatos a prefeito e a vice-prefeito. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 60% dos postulantes às 21 vagas da Câmara dos Vereadores de Maceió são homens. A cidade tem 579.962 mil eleitores aptos para votar e, no dia 2 de outubro, escolherá o novo prefeito entre sete candidatos.

Entre os concorrentes à prefeitura, cinco declararam-se pardos e dois, brancos. A maioria tem mais de 40 anos – apenas um tem 29 anos. Entre os candidatos a vereador, 117 declararam-se pardos, 19, negros e 97, brancos. Eles representam 29 partidos registrados no TSE. Dez vereadores tentam a reeleição. A faixa de idade predominante é de 35 a 39 anos. Quanto ao grau de instrução, 41,37% têm curso superior completo e 32,93%, ensino médio, completo ou incompleto.

Quanto aos eleitores, 19,84% tiveram acesso ao ensino superior, tendo completado, ou não, o curso. O grupo mais comum no grau de instrução é o de cidadãos com ensino médio completo ou incompleto: 38,96% do total. O segundo grupo mais numeroso é o de pessoas com ensino fundamental, completo ou incompleto (30,44%). Analfabetos totais e funcionais somam 10,76%. Em relação à idade, a maior faixa (34,79%) tem entre 25 e 39 anos.

Com uma das mais baixas expectativas de vida do país (70,8 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), Maceió tem 12,96% de idosos no eleitorado, percentual inferior ao  nacional, que é 17,9%. Destes, 5,41% têm de 60 a 64 anos. Jovens de até 18 anos representam 2,84% dos votantes e, até 20 anos, 7,35%.

Candidatos

Dois dos sete candidatos a prefeito são condenados em primeira instância por crimes investigados na Operação Taturana, deflagrada em 2007 pela Polícia Federal (PF), mas recorrem da decisão. A corporação investigou o desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas, além da contratação de empréstimos considerados ilegais e pagos com verba de gabinete. A 18ª Vara Cível da Capital condenou, em 2012, nove deputados estaduais e ex-parlamentares.

Um deles é o deputado federal e ex-prefeito Cícero Almeida, do PMDB, apoiado pelo governador Renan Filho. Ex-apresentador de um programa policial de muita popularidade, ele virou vereador e deputado estadual, até ser eleito, em 2004, prefeito da capital, cargo para o qual foi reeleito com 81,5% dos votos válidos, a maior votação entre as capitais em 2008. Neste pleito, Cícero tem como candidato a vice-prefeito o deputado estadual Galba Novaes, também do PMDB, apesar de a coligação envolver 12 legendas.

O outro candidato condenado em primeira instância é o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT). Presidente estadual do PT, Paulão foi o primeiro eleito pelo partido em Alagoas para a Câmara dos Deputados. Antes disso, ele foi suplente na Câmara, deputado estadual e vereador em Maceió. O candidato a vice-prefeito é o advogado Ricardo Barbosa, diretor municipal do PT.

O atual prefeito de Maceió, Rui Palmeira, do PSDB, que busca a reeleição, não foi citado no processo dos Tatuaranas, mas tem um de seus principais aliados entre os condenados em primeira instância no caso: o deputado federal Arthur Lira (PP), que também é alvo de ação no âmbito da Lava Jato. Marcelo Palmeira, do PP, completa a chapa. A coligação Pra Frente Maceió envolve mais cinco partidos.

Eleito em 2012 em primeiro turno, o advogado Rui Palmeira é o primeiro tucano na prefeitura de Maceió, cargo que seu pai, Guilherme Palmeira, ocupou em 1988.

Outro candidato com histórico familiar na política é o deputado federal João Henrique Caldas, do PSB. Conhecido como JHC, ele foi o mais votado em Alagoas para a Câmara Federal. Seu pai é o ex-deputado federal João Caldas, condenado pela Justiça Federal por desvio de dinheiro público destinado à compra de ambulâncias, no caso conhecido como Máfia das Sanguessugas. O vice na chapa de JHC é um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) no estado, Henrique Arruda. A coligação Atitude Faz a Diferença é formada por cinco partidos.

O líder comunitário do Village Campestre II, conjunto da periferia de Maceió, Fernando José dos Santos, disputa a prefeitura pelo PMN. Conhecido como Fernando do Village, ele tem como candidato a vice-prefeito Toinho Tenório, também do PMN.

Apoiado pelo senador Fernando Collor, do PTC, o empresário Paulo Memória é o candidato do partido à prefeitura, tendo como companheiro de chapa o coronel da Polícia Militar Ivon Berto, do PEN. Em 2014, Memória cpncorreu a deputado federal no Rio de Janeiro, sua terra natal. Com o slogan “fim do voto obrigatório”, Memória teve pouco mais de 2,5 mil votos na ocasião.

O PSOL lançou o professor de história Gustavo Pessoa, que disputa sua primeira eleição. Professor do Instituto Federal de Alagoas, Pessoa iniciou a vida política no movimento estudantil. O candidato a vice-prefeito, Magno Francisco, também é professor e filiado ao PSOL.

 

Sete chapas concorrem à prefeitura de Salvador; duas mulheres estão na disputa

Sete chapas concorrem nas eleições para o comando do Palácio Tomé de Souza, sede da prefeitura municipal de Salvador. Entre os candidatos, duas mulheres entram na disputa, que tem como marca a participação de membros dos legislativos estadual e federal. Já para a Câmara Municipal, 1.056 candidatos estão em campanha e disputam as 43 vagas do legislativo.

Entre os candidatos ao executivo, está o atual prefeito ACM Neto (DEM), que tenta a reeleição pela coligação Orgulho de Salvador, composta por 15 partidos, como PMDB e PSDB. ACM Neto é graduado em Direito e tem 37 anos. Quem compõe a chapa para vice-prefeito é o deputado estadual, Bruno Reis (PMDB).

Uma das mulheres que disputam a prefeitura é a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), pela coligação Sim para Salvador, composta por cinco partidos, como PT e PSB. Alice Portugal é farmacêutica por formação e, aos 57 anos, está no terceiro mandato como deputada. Sua candidata a vice é a deputada estadual Maria Del Carmen (PT).

O terceiro nome que concorre à prefeitura da capital baiana é a atual vice-prefeita, Célia Sacramento (PPL), que não tem coligação. Aos 49 anos, a professora universitária divide a chapa com a pedagoga Rivanda Mendonça (PPL). Célia Sacramento foi eleita na chapa do prefeito ACM Neto, em 2012, quando ainda era filiada ao PV. Em 2016, prefeito e vice-prefeita se desentendem e Célia acusa ACM Neto de superfaturamento de obras. À época, o prefeito ameaçou processar Célia.

Outra chapa para a prefeitura soteropolitana é a do capitão da reserva do Exército e administrador Cláudio Silva (PP), da coligação Salvador Merece Mais, composta pelos partidos PP e PR. Cláudio Silva tem 51 anos e faz parte da chapa, ao lado da engenheira Dinamene Meireles (PP), que concorre como vice-prefeita.

O analista de sistemas Rogério da Luz (PRTB), 48 anos, concorre ao cargo de prefeito pelo própro partido, sem coligação. Compondo a chapa como vice, está o empresário Antônio Neto.

O sexto candidato que vai aparecer por ordem alfabética nas urnas é o professor universitário e sociólogo, Fábio Nogueira (PSOL), 38 anos, que concorre pela chapa Agora é Com a Gente, composta pelo PSOL e REDE Sustentabilidade. Ao lado dele, concorre para vice-prefeito o músico Babuca (REDE).

O último concorrente para comandar a prefeitura de Salvador é o Pastor Sargento Isidório (PDT), da coligação Agora é a Vez do Povo, composta por cinco partidos, entre eles, o PSL. O Deputado Estadual, de 54 anos é técnico em enfermagem e divide a chapa com o engenheiro Bassuma (PROS) para vice.

Eleitores

Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), dos 2,9 milhões de habitantes de Salvador, 1.948.154 estão aptos a votar. O total de eleitores na capital baiana é, portanto, equivalente a 66% da estimativa populacional feita pelo IBGE.

 

Fortaleza: Roberto Cláudio tenta reeleição e Luizianne quer voltar à prefeitura

A disputa pela Prefeitura de Fortaleza tem oito candidatos, entre eles o atual prefeito Roberto Cláudio (PDT) e a ex-prefeita e atual deputada federal Luzianne Lins (PT), que esteve à frente da administração municipal por dois mandatos. A lista também conta com outros nomes que já disputaram o cargo como o do operário da construção civil Francisco Gonzaga (PSTU) e do deputado estadual Heitor Férrer (PSB), além de novos candidatos, como o vereador João Alfredo (PSOL), os deputados estaduais Capitão Wagner (PR) e Tin Gomes (PHS) e o deputado federal Ronaldo Martins (PRB).

Neste ano, votam nas eleições da capital cearense cerca de 1,7 milhão de eleitores – 80 mil a mais do que nas últimas eleições municipais. A maioria do eleitorado é formada por mulheres: mais de 928 mil pessoas. No que se refere à faixa etária, 202 mil eleitores tem entre 30 e 39 anos. Os adolescentes ainda são minoria nesse eleitorado: 3,7 mil têm 16 anos e 11,5 mil têm 17 anos.

Os oito candidatos que concorrem à Prefeitura de Fortaleza têm diferentes estratégias para chamar a atenção dos eleitores. O atual ministro médico sanitarista Roberto Cláudio conta com a experiência adquirida à frente da administração da capital e traz para sua chapa como vice-prefeito o deputado federal Moroni Torgan (DEM), que disputou a Prefeitura nas eleições municipais passadas. Eleito em 2012 com 650 mil votos, Roberto Cláudio (à época do PSB) venceu no segundo turno Elmano de Freitas (PT).

Prefeita de Fortaleza por dois mandatos (entre 2005 e 2012), a jornalista Luizianne Lins volta a disputar o comando do Palácio do Bispo, sede da Prefeitura de Fortaleza. Com o slogan Volta, Lôra!, ela vem em chapa pura, sem partidos coligados. Elmano de Freitas, atualmente deputado estadual, é seu vice.

O trabalhador da construção civil Francisco Gonzaga concorre junto com a professora Nivânia. A plataforma de campanha da chapa aborda a defesa de direitos trabalhistas e de educação pública de qualidade, além da ampliação de verbas para os demais serviços públicos. Gonzaga faz parte da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza.

O médico e atual deputado estadual Heitor Férrer concorre nesta eleição pelo PSB, partido ao qual se filiou em 2015 depois de deixar o PDT, ao qual era filiado desde 1987. A troca de legenda aconteceu na mesma época em que Roberto Cláudio fez o caminho contrário. Férrer tem como vice o advogado Dimas Oliveira (Rede) e discute na campanha a melhoria do sistema público de saúde básica, além do uso extensivo de pardais eletrônicos nas vias da capital. Para ele, os aparelhos teriam o único intuito de arrecadar verbas oriundas de multas.

Pelo PSOL, o advogado, professor e vereador João Alfredo disputa a Prefeitura de Fortaleza com a vice Raquel Lima (PCB), liderança comunitária da cidade. Sua campanha dá destaque especial a temas ligados a meio ambiente, moradia e planejamento urbano. Uma de suas propostas visa criar políticas de gestão de resíduos sólidos que envolvam cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis.

O militar reformado Wagner Souza Gomes, o Capitão Wagner, levanta o debate sobre segurança pública nesta eleição. O tema não é novidade nas disputas anteriores – Moroni Torgan foi um dos candidatos que abordaram o assunto de forma extensa. Na sua campanha, Wagner ressalta que, embora o tema seja de competência do Governo do Estado, a Prefeitura pode dar sua contribuição por meio da Guarda Municipal e da instalação de videomonitoramento na cidade por exemplo.

O contador Agostinho Frederico Carmo Gomes, o Tin Gomes, entra como candidato à prefeitura da capital pelo PHS junto com seu vice, o empresário Nilton Araújo (PTdoB). Atualmente deputado estadual, Gomes debate em sua campanha o a oferta de serviço público de qualidade de forma igualitário para toda a cidade, sem distinção de área nobre ou periferia.

O deputado federal Ronaldo Martins e a ex-conselheira tutelar Nina Carvalho formam chapa pura na eleição para prefeito pelo PRB. Radialista e músico, Martins foi deputado estadual em três mandatos seguidos (entre 2003 e 2015). Uma de suas propostas prevê a regularização do transporte de passageiros feitos pelo aplicativo Uber e pelo chamado táxi amigo. Ele também propõe construir um hospital dedicado à saúde do idoso.

 

Com nove candidatos, São Luís terá primeira eleição municipal pós-era Sarney

O direito de ocupar, por quatro, o Palácio de La Ravardière, sede da prefeitura de São Luís, é disputado por nove candidatos na eleição municipal deste ano, a primeira após a saída da família Sarney do governo do Maranhão, agora comandado por Flávio Dino, do PCdoB.

Diferentemente do que ocorreu em pleitos anteriores, o governador afirmou que não apoia nenhum dos postulantes. “Estarei nas ruas como militante das boas ideias, mas não a máquina de governo. Esta seguirá servindo a todos os maranhenses, e não aos interesses de um só grupo político, como vimos ao longo dos últimos 50 anos”, disse Dino, em texto divulgado no dia 1º de agosto no Blog dos Leões, página do portal do Executivo estadual não qual são publicados artigos do governador.

Conhecida pelos casarões cobertos de azulejos do centro histórico, São Luís tem 659.779 eleitores. Comparando com as últimas eleições municipais, o número caiu: em 2012, 678.070 pessoas votavam na capital maranhense. Quase metade (42%) do eleitoradi tem o ensino médio completo. Mulheres são 55% do total. No que se refere à faixa etária, o maior grupo (13%) tem entre 30 e 34 anos.

O atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior tenta a reeleição pelo PDT. Formado em direito, Edivaldo Holanda foi vereador em São Luís e era deputado federal quando decidiu concorrer a prefeito em 2012 pelo PTC. O professor Júlio Pinheiro, do PCdoB, completa a chapa como candidato a vice-prefeito.

Três mulheres na disputa

Neste ano rês mulheres concorrem à eleição para a prefeitura de São Luís: Eliziane Gama, Cláudia Durans e Rose Sales.

Deputada federal pelo PPS, Eliziane Gama pretende fazer o mesmo caminho de Holanda em 2012, do Congresso Nacional ao Palácio de La Ravardière. A jornalista concorreu na eleição de 2012 e recebeu 13,8% dos votos. Agora, forma chapa com o vereador José Joaquim, do PSDB.

A professora universitária Cláudia Durans é candidata à prefeitura pelo PSTU. Cláudia disputou as eleições presidenciais de 2014, como candidata a vice-presidente na chapa do PSTU, encabeçada por José Maria. Agora concorre à prefeitura tendo como companheiro de chapa o colega de partido e também professor Jean Magno.

A candidata do recém-criado PMB é a pedagoga Rose Sales. Eleita vereadora pelo PCdoB, Rose trocou de legenda em 2015, tendo antes passado pelo PP e pelo PV. Ela concorre à prefeitura em chapa pura, sem partidos coligados, com o professor Sidinei Lima como candidato a vice.

O PMN também vem em chapa pura, com o advogado Eduardo Braide como cabeça de chapa. Ele exerce o segundo mandato como deputado estadual e disputa a eleição tendo como candidato a vice-prefeito o professor Gilmar dos Anjos.

O candidato do PMDB é o vereador Fábio Câmara, que divide a função pública com o curso de administração. A chapa tem como candidato a vice-prefeito o coronel da reserva da Polícia Militar do Maranhão Flávio de Jesus.

O PSOL entra no pleito com o sindicalista Valdeny Barros, que, em 2012, concorreu a prefeito do município de Pinheiro, que fica a cerca de 340 quilômetros da capital marahense. A secretária Aline Maria completa a chapa.

Atualmente deputado federal, o professor Carlos Wellington de Castro Bezerra, o Wellington do Curso, é o candidato do PP. Ele ficou conhecido assim por ter fundado um curso preparatório para concursos e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Completa a chapa o vereador Roberto Rocha Júnior, do PSB.

Indeferimento

De todos os candidatos, Zeluís Lago, do PPL, é o único que apresenta pendência. No último dia 12, o juiz da 76ª Zona Eleitoral, Itaercio Paulino da Silva, indeferiu a candidatura do médico por falta de comprovação de quitação eleitoral. Lago entrou com recurso e, enquanto aguarda o julgamento pelas instâncias superiores, pode seguir com sua campanha e ser votado normalmente no dia 2 de outubro.

O caso será apreciado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) e poderá chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se for indeferido na segunda instância e o candidato apelar para a terceira. Se o caso for julgado após o pleito, a validade dos votos recebidos vai depender da decisão dos tribunais.

José Luís Teixeira do Lago Neto é irmão do ex-governador do Maranhão Jackson Lago (morto em 2011) e disputou o Palácio dos Leões, sede do governo do estado, em 2014.

 

Em João Pessoa, três dos quatro candidatos disputam eleições pela primeira vez

A prefeitura de João Pessoa, capital da Paraíba, é disputada porquatro candidatos nestas eleições municipais. Desses, três participam de seu primeiro pleito. Os eleitores da Cidade das Acácias terão de escolher entre o atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD), Cida Ramos (PSB), Professor Charliton (PT) e Victor Hugo (PSOL).

Jampa, como também é conhecida a cidade paraibana, tem 489.028 eleitores – 8.791 a mais que nas eleições municipais de 2012. A população entre 30 e 34 anos forma o grupo etário mais denso (16,1 mil), mas os idosos têm representação significativa: são 8,2 mil pessoas entre 60 e 64 aptas a votar nestas eleições. A capital foi considerada pela organização International Living uma das melhores cidades brasileiras para aproveitar a aposentadoria.

Luciano Cartaxo tenta a reeleição pelo PSD. Em 2012, ele assumiu o comando do Centro Administrativo Municipal pelo PT, partido do qual se desfiliou em 2015. Cartaxo é formado em Farmácia e já foi quatro vezes vereador em João Pessoa e, em seguida, deputado estadual da Paraíba. O candidato a vice na chapa é o deputado federal Manoel Júnior (PMDB), que foi vice-prefeito da capital entre 2005 e 2007.

Chapa pura

Maria Aparecida Ramos de Meneses, a Cida Ramos, é a candidata do PSB à Prefeitura de João Pessoa. Ela tem apoio do governador Ricardo Coutinho (PSB, também ex-PT). Natural de Sapé, a 55 quilômetros da capital, ela teve poliomielite quando criança, o que afetou o movimento das pernas.

Formada em Serviço Social, Cida foi secretária de Desenvolvimento Humano do governo do estado. Seu vice é o deputado federal Wilson Filho (PTB), 27 anos, filho do ex-senador Wilson Santiago (PTB).

O PT vem com chapa pura, com Professor Charliton Machado. Ele leciona na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e é presidente estadual do partido. O candidato é natural de Cuité, a 227 quilômetros da capital paraibana, e vive em João Pessoa há 20 anos. Seu vice é o empresário Nelson Lira.

Sindicato

O auditor fiscal Victor Hugo é o nome do PSOL para a prefeitura. Nascido em Manaus (AM), mudou para a cidade aos 19 anos para estudar. Teve atuação sindical no Sindicato dos Servidores Fiscais Tributários da Paraíba (Sindifisco PB), tendo sido presidente da entidade por dois mandatos seguidos.

O vice na chapa é Alécio Costa (PSOL), que foi candidato a vereador de João Pessoa em 2012 e a deputado estadual em 2010 também pelo PSOL.

 

Oito candidatos a prefeito do Recife disputam voto de 1,1 milhão de eleitores

Nas eleições municipais de 2 de outubro, 1.119.271 de pessoas irão às urnas no Recife para escolher o prefeito e 39 vereadores. Mais da metade do eleitorado, 55%, é mulher, e a faixa de idade mais numerosa é de 30 a 34 anos (ou 11,3%).

Quanto ao grau de instrução, os eleitores com o ensino médio completo ou incompleto são a maioria com larga margem: 42,39%. Depois, aparecem os que tiveram acesso a um curso superior (concluído ou não), com 27,36%; e os que se enquadram em ensino fundamental completo ou incompleto, com 24,93% (dos quais 19,56% são incompletos). Analfabetos totais e funcionais são 5,31%.

A disputa entre diferentes gestões à frente da prefeitura do Recife vem dando o tom das eleições municipais na capital pernambucana. Situam-se nas primeiras colocações nas pesquisas o atual prefeito Geraldo Júlio (PSB) e o ex-prefeito por dois mandatos, João Paulo (PT).

Servidor concursado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e até então ocupante de cargos em secretarias e no Porto de Suape, Geraldo Júlio nunca tinha disputado uma eleição quando – em 2012 - foi vitorioso no primeiro turno com 51,15% dos votos válidos.

Ele teve o apoio do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro. Hoje, Geraldo Júlio disputa a reeleição apoiado por 20 partidos  – a Frente Popular do Recife, maior coligação do pleito. O atual vice, Luciano Siqueira (PCdoB), permanece na chapa que tenta a reeleição.

PT na prefeitura de 2001 a 2012

Até então, o PSB e Eduardo Campos – em 2014 candidato a presidente da República, ano em que morreu em um acidente com um avião, em Santos - eram aliados do PT na prefeitura. O Partido dos Trabalhadores passou 11 anos no comando da prefeitura do Recife (de 2001 a 2012), antes que Geraldo Júlio fosse eleito.

Operário metalúrgico e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, o economista João Paulo também foi eleito no primeiro turno com 56,11% dos votos válidos. Posteriormente, foi eleito deputado federal no mandato encerrado em 2014. O último cargo de João Paulo foi o comando da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que deixou em maio deste ano por causa do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff. Nas eleições municipais deste ano, ele tem como vice o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PRB) na chapa Recife Pela Democracia, formada por cinco partidos.

Além dos dois candidatos, Recife conta ainda com mais seis nomes que disputam a prefeitura: Carlos Augusto Costa (PV), Daniel Coelho (PSDB), Edilson Silva (Psol), Pantaleão (PCO), Priscila Krause (DEM) e Simone Fontana (PSTU).

Assim como o atual prefeito, o deputado federal Daniel Coelho também cresceu na disputa de 2012 à prefeitura, quando ficou em segundo lugar. Coelho foi vereador do Recife pelo Partido Verde aos 25 anos, em 2004, cargo para o qual foi reeleito em 2008. O candidato a vice é o administrador de empresas Sérgio Bivar, do Partido Social Liberal (PSL), legenda que faz a dobradinha da coligação Juntos Pela Mudança.

O Democratas (DEM) optou pela jornalista Priscila Krause, filha de Gustavo Krause, ex-prefeito biônico do Recife (escolhido sem o voto direto, na época da ditadura militar) e ex-ministro de Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Priscila foi vereadora do Recife por três mandatos, de 2004 a 2012. Atualmente, é deputada estadual. Candidata na coligação O Recife Acredita, formada pelo DEM e pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), tem como vice Alcides Cardoso, do PMN.

Carlos Augusto Costa, candidato do Partido Verde, membro da legenda há mais de 30 anos, tem uma carreira de gestor alheia à disputa por votos. Passou pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  e o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Atualmente, é diretor-adjunto licenciado da Fundação Getúlio Vargas e suplente do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Seu vice é o economista ambiental e engenheiro Jacques Ribemboim, também do PV.

Na ala da esquerda, o candidato do Psol é o único com mandato. O deputado estadual e técnico industrial Edilson Silva já disputou eleições antes – duas vezes para governador de Pernambuco e uma para prefeito do Recife. Nascido no Rio de Janeiro, ele faz oposição ao governo estadual na Assembleia Legislativa. Já passou pelo PT e PSTU e ajudou a fundar o Psol. A professora e educadora Luciana Cavalcanti é a candidata a vice-prefeita na chapa Seja a Mudança, dividida com o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Outros nomes

A candidata Simone Fontana, nascida em São Paulo em 1960, mas moradora do Recife desde 1982, é professora da rede pública e fez parte da Convergência Socialista, tendência do PT que fundou o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Já foi candidata a vereadora e senadora pelo partido, e atualmente é coordenadora licenciada do Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife.

Já o Partido da Causa Operária (PCO) lançou Pantaleão para a prefeitura, um militante que lutou contra a ditadura militar de 1964. Ele é subinspetor da Guarda Municipal da capital pernambucana e vice-presidente do Sindicato dos Guardas Municipais e Agentes de Trânsito do Recife.

Já disputou a prefeitura em 2000, além de se lançar candidato, posteriormente, ao Senado e ao governo de Pernambuco. Traz como vice Jorge Nunes, também do PCO, que trabalha na área de saúde.

Câmara de Vereadores

Já nas eleições para a Câmara de Vereadores da capital pernambucana, 933 pessoas disputam 39 vagas. Ao todo, 31 partidos apresentaram candidatos à Câmara. Na atual legislatura, 29 parlamentares municipais tentam a reeleição. A maioria dos candidatos à Câmara de Vereadores é composta por homens – 67,48%. Em relação à cor, 420 são brancos e 414 pardos, os grupos mais expressivos.

Existem ainda 122 negros, oito amarelos e um indígena. Levando em conta o grau de instrução, a faixa mais numerosa é a do ensino médio completo, com 364 candidatos. Outros 318 possuem curso superior completo, e 104, incompleto.

 

Sete candidatos disputam prefeitura de Teresina; três são estreantes

Na corrida eleitoral para a prefeitura de Teresina, capital do Piauí, sete chapas se registraram, entre as quais, duas com candidatas mulheres. O cenário eleitoral se caracteriza por candidatos que concorrem pela primeira vez nas urnas. Para a Câmara Municipal, 605 candidatos vão disputar os votos dos eleitores para ocupar 29 vagas no legislativo de Teresina.

A partir dos registros feitos no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), a primeira chapa é do novato Amadeu Campos (PTB). O jornalista de 51 anos concorre pela coligação Hora do Novo, Tempo de Mudar, composta por cinco partidos, como PROS e PT. Ao lado dele, segue na corrida eleitoral, o advogado e candidato a vice-prefeito, Décio Solano (PTB).

Também disputa o cargo de prefeito de Teresina, o deputado estadual e médico Dr. Pessoa (PSD). Aos 70 anos, José Pessoa Leal é da coligação Mudar Pensando em Você, formada também por PHS e PR. A candidata a vice é a policial militar, coronel Julia (PR).

Com chapa pura, o professor Everton Diego e a professora Juliana Monteiro disputal o executivo teresinense pelo PSOL. Everton Diego tem 28 anos e disputa pela primeira vez uma corrida eleitoral. Sua vice já se candidatou a deputada estadual em 2014, mas não se elegeu.

O atual prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB) disputa a reeleição. Aos 53 anos, o economista participa da coligação Com o Povo Rumo à Vitória, formada por 21 partidos, como PMDB, DEM e PCdoB. Ao lado dele, o professor universitário, Luiz Júnior (PMDB), encara a corrida eleitoral, pela primeira vez, para o cargo de vice-prefeito.

A professora universitária Lourdes Melo (PCO), de 53 anos, também está na disputa, sem coligação. A docente já se candidatou aos cargos de vice-prefeita de Teresina e de governadora do Piauí, mas não foi eleita em nenhum pleito. Quem compõe a chapa para o executivo local é a professora, Albetiza Moreira (PCO), que disputa, pela primeira vez, uma eleição.

Outra estreante em eleições é a professora Luciane Santos, que concorre em chapa pura pelo PSTU. Aos 32 anos, a candidata enfrentará a corrida ao lado do também estreante Douglas Bezerra, que é professor universitário.

O último nome para a prefeitura de Teresina é o do empresário Francisco Oliveira, registrado com o nome Quem Quem (PTN). O atual suplente de vereador tem 45 anos e também concorre sem coligação. Como vice, está o empresário Cleiton Popular (PTN), que se candidatou pela primeira vez.

Do público que vai às urnas naa capital teresinense, 55% são mulheres e 45% homens. Ao todo, são mais de 530 mil eleitores, em Teresina, segundo dados do TRE-PI. O número corresponde a 62% da população estimada para a capital, pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE): superior a 840 mil habitantes em 2016.

 

Sete candidatos disputam prefeitura de Natal sem apoio do governador potiguar

A eleição para prefeito de Natal deixou de fora do jogo político um dos maiores cabos eleitorais presentes tradicionalmente na disputa das capitais brasileiras: o governador do estado. Robison Faria (PSD), no comando do Rio Grande do Norte, não apoia oficialmente nenhum dos sete candidatos ao Executivo Municipal.

O Partido Social Democrático não entrou nas coligações que lançaram candidato a prefeito. O deputado estadual Jacó Jácome, filiado à legenda, seria o escolhido para disputar a prefeitura de Natal, mas ele desistiu da missão em julho deste ano.

Robison Faria cogitou apoiar o candidato Fernando Mineiro (PT), visto que nas eleições de 2014 para governador PT e PSD foram aliados. No entanto, o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff os colocou em lados opostos. A orientação do PSD foi favorável ao afastamento de Dilma e o filho do governador, o deputado federal Fabio Faria, votou sim pela continuidade do processo de impeachment na Câmara Federal.

Mineiro concorreu à prefeitura em 2012 e ficou em terceiro lugar, com 22,63% dos votos válidos, perdendo por pouco para o segundo lugar, que teve 23,01%. Ele está em seu quarto mandato como deputado estadual. Neste pleito, disputando na coligação com o PCdoB, Mineiro ainda não chegou a 10% das intenções de voto dos eleitores. Sua vice é a advogada Carla Tatiane (PCdoB).

Enquanto isso, o atual prefeito de Natal e rival do governador, Carlos Eduardo (PDT), se fortalece no Rio Grande do Norte. Sua chapa Coligação Natal Melhor de Novo reúne seis partidos. A última pesquisa divulgada no estado aponta sua liderança nas intenções de voto. A diferença é de mais de 40% entre ele e o segundo colocado.

Na última eleição para governador, o candidato à reeleição Carlos Eduardo apoiou seu primo, o então presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB), que perdeu para Robison Faria no segundo turno. Agora, o candidato a vice da chapa do chefe do Executivo municipal é o deputado estadual Álvaro Dias, também do PDMB.

Este ano, o prefeito e o governador trocaram críticas em meio à crise de segurança, iniciada em julho, com a revolta de presidiários contra a instalação de bloqueadores de celulares nas penitenciárias do estado. Enquanto o Robison Faria concedeu entrevista à imprensa local questionando a “indiferença” do prefeito em relação ao problema, o prefeito Carlos Eduardo rebateu a afirmação pelo Twitter. A prefeitura também divulgou nota citando medidas adotadas para auxiliar no controle de novos ataques.

Para se reeleger, o atual prefeito também enfrenta a candidata apoiada por sua atual vice-prefeita, Wilma de Faria (PTdoB), que também é ex-governadora do Rio Grande do Norte e concorre a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Natal neste ano. Wilma aposta na candidatura da própria filha para prefeita. Márcia Maia (PSDB) é deputada estadual por cinco mandatos e a primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa do estado. A coligação A favor de Natal reúne cinco partidos e tem o advogado Luiz Gomes (PEN) como vice.

Pelo Solidariedade (SD) concorre o deputado estadual Kelps Lima, que já disputou eleição, mas nunca de um cargo do Executivo. Seis partidos apoiam Lima na coligação É Possível Fazer Mais por Natal. O advogado concorreu a deputado estadual em 2010, mas ficou na suplência. Assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa em 2012 e foi reeleito em 2014. A candidata a vice-prefeita, também do SD, é Magnólia Figueiredo, ex-atleta olímpica de atletismo.

Um dos candidatos com menor tempo de campanha na TV e rádio (14 segundos) concorre pelo PSOL, em chapa puro-sangue. O professor universitário Robério Paulino disputa sua terceira candidatura. Em 2012 concorreu à prefeitura de Natal, e em 2014 tentou o cargo de governador do Rio Grande do Norte – uma das surpresas do pleito, já que ficou em terceiro lugar com 8,74% dos votos no primeiro turno, mesmo com uma campanha orçada em R$ 30 mil. A vice de Paulino é a correligionária Ingrid Andrade.

Também no campo da esquerda e com oito segundos de campanha televisiva, o PSTU lançou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do estado, a assistente social Rosália Fernandes, para concorrer ao cargo. Ela é estreante na disputa por um cargo no Poder Executivo. Em 2010 tentou ser eleita deputada estadual. Sua companheira de chapa que concorrendo a vice é a professora Luciana Lima.

A Rede Sustentabilidade apostou em um novato nas eleições: Freitas Júnior é educador da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac). Ele começou a vida pública no movimento estudantil. O candidato a vice-prefeito na chapa é o servidor público municipal José Petronilo, também da REDE. Eles têm 13 segundos na mídia para apresentar suas propostas à sociedade.

Câmara de Vereadores

Nesta eleição, 592 candidatos de 31 partidos concorrem às 29 vagas da Câmara Municipal de Natal. A maioria (67,49%) é homem e branca (54,35%), contra 32,35% de pardos e 10,84% de negros. O grupo etário mais numeroso é o que vai de 45 a 49 anos, com 17,24% dos pleiteantes ao Legislativo municipal. Quanto ao grau de escolaridade, 41,87% possuem ensino médio completo, enquanto 32,84% já concluíram um curso superior.

Eleitorado

Dos 534.582 cidadãos aptos a votar em Natal, 55% são mulheres, e as faixas de idade mais numerosas (33,86%) vão de 25 a 39 anos. Idosos são 17,01% do eleitorado. Pessoas com acesso ao ensino superior (completo e incompleto) são 26,65% do total. Na outra ponta, analfabetos totais e funcionais são 6,86% da população votante. O grupo que terminou ou chegou ao ensino médio é o mais numeroso: 41,65%. Já o nível fundamental, concluído ou não, tem 24,85% dos cidadãos registrados como eleitores.

 

Eleitores de Aracaju terão de escolher entre sete candidatos à prefeitura

Os 400 mil eleitores de Aracaju devem comparecer às urnas no próximo dia 2 de outubro para escolher entre sete candidatos à prefeitura. Duas mulheres, dois ex-prefeitos, um vereador e um deputado federal entram na disputa pelo executivo da capital sergipana. O atual prefeito também tenta reeleição.

Para o legislativo local, 437 pessoas disputam as 24 vagas na Câmara municipal.

O vereador Doutor Emerson (Rede), 63 anos, disputa pela primeira vez a prefeitura de Aracaju. Médico por formação, o candidato lançou sua campanha pela Rede-Sustentabilidade. Também compõe a chapa, o candidato a vice-prefeito e advogado Caio César.

O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), 51 anos, tenta ocupar o executivo municipal pela terceira vez. O médico cardiologista tenta eleição pela coligação Pra Aracaju ter qualidade de vida, composta por oito partidos, como PT e PMDB. Nogueira chegou a ser vice-prefeito, por dois mandatos seguidos, até ser eleito como prefeito, em 2006. Ele foi eleito prefeito duas vezes consecutivas. Também atuou como vereador da capital sergipana. Na vaga para vice-prefeita da chapa está a fotógrafa Eliane Aquino, do PT.

Pela coligação Aracaju em Boas Mãos, composta por seis partidos, como o PSDB e o DEM, está o atual prefeito, João Alves (DEM), engenheiro de 75 anos. O candidato à reeleição foi governador do estado de Sergipe durante três mandatos. João Alves foi apontado como um dos envolvidos no esquema de superfaturamento de obras do PAC, investigado pela Polícia Federal, em 2007, durante a Operação Navalha. O atual prefeito e candidato à reeleição é réu acusado de peculato e corrupção passiva. Jailton Santana (PSDB) é o candidato a vice-prefeito na chapa.

O quarto candidato à prefeitura de Aracaju, João Tarantella (PMN) está, atualmente, com a candidatura indeferida, segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE). A situação aguarda definição da Justiça Eleitoral já que o candidato entrou com recurso. João Paes da Costa tem 55 anos e é graduado em administração de empresas. A candidatura não tem coligação e o candidato a vice pela chapa é o comerciante Josevaldo Rocha da Silva (Jota), também do PMN.

Uma das mulheres a concorrer pela prefeitura aracajuana é a professora universitária Sônia Meire (PSOL), 53 anos. Pela coligação Lutar Para Transformar Aracaju, composta por PSOL e PCB, a candidata conta com o jornalista Vinícius Oliveira, do mesmo partido, para o cargo de vice-prefeito.

Também disputa a cadeira do executivo local o deputado federal Valadares Filho (PSD). Prestes a completar 36 anos, o político está no terceiro mandato no legislativo nacional e se candidatou para a prefeitura pela coligação Aracaju Vai Renovar, formada por 14 partidos, a exemplo do PP e do PSC. Seu companheiro de chapa é Pastor Antônio (PSC), deputado estadual de Sergipe.

A sétima candidata à prefeitura de Aracaju é a socióloga Vera Lúcia (PSTU), 49 anos, que se candidatou ao lado do servidor público, Elinos Sabino (PSTU).

Mais de 40% dos 400 mil eleitores de Aracaju têm ensino médio (concluído ou não) e 16% têm diploma universitário. Os analfabetos representam 1% do total de eleitores.

Cerca de 55% dos eleitores da capital sergipana são mulheres e 45% se declaram como homens.

Com informações da Agência Brasil




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