21 de abril de 2019 às hm
Efeitos da Terapia Manual nas DTM

A ATM é uma articulação que bastante utilizada pelo corpo. Interfere e sofre interferência de forças das cadeias musculoesqueléticas. Sendo assim, alterações de posicionamento mandibular, não só alteram a oclusão dental, como também o próprio funcionamento desta articulação, altera a relação do equilíbrio articular do crânio na cervical, além do equilíbrio muscular dos grupos anterior e posterior. Um indivíduo pode ter o aumento ou a diminuição das curvaturas da coluna por influência desse mau posicionamento da mandíbula

Para De Wijer (1996) a disfunção muscular e articular da região cervical pode ser uma das causas de dor na região orofacial, haja vista a relação entre a região cervical e a ATM. Tais alterações ocorrem, provavelmente, pois a região cervical e ATM estão interligadas por diversas estruturas, como: muscular, nervoso e postural

A relação postural entre a ATM e a cervical é demonstrada em alguns trabalhos. Gonzalez (1996) relata que é comum observar hiperextensão da cervical alta (occipital, C1 e C2) e flexão da cervical baixa (C3 a C7) em pacientes com DTM. Bevilaqua-Grossi (2004) afirma que esta alteração mostrada por Gonzalez (1996) produz uma elevação e uma força na direção da retrusão da bmandíbula, resultando em diminuição do espaço posterior da ATM

O sistema muscular une a região cervical à ATM, pois observa-se que os músculos supra-hióideos e infra-hióideos participam da mobilidade tanto da mandíbula quanto da coluna cervical (MOORE, 2007). Os músculos supra-hióideos, quando contraem, com o osso hióide estabilizado pelos músculos infra-hióideos, realizam o abaixamento da mandíbula, porém, se sua contração ocorrer com os músculos que mantém a mandíbula elevada (masseter, temporal e pterigóide medial) contraídos, realizam flexão da coluna cervical (CRUZ; RIZZOLO; MADEIRA, 2004).

A manipulação cervical tem como principal efeito restabelecer a mecânica normal do segmento manipulado e romper o arco reflexo nociceptivo que se instala numa restrição de movimento e que uma disfunção na região cervical alta pode alterar a biomecânica e a inervação da ATM

O conjunto C0, C1 e C2 (occipital, atlas e axis - OAA) é de extrema importância para o equilíbrio mandibular não só pelas forças vetoriais, pelas adaptações ósseas e articulares do osso temporal, mas também por toda inervação e vascularização da região lateral da cabeça. Alterações de posicionamento e funcionamento desta área, altera a posição do osso temporal que possui a fossa articular que articula-se com a mandíbula.

A postura de cada indivíduo é determinada por cadeias musculares, fáscias, ligamentos e estruturas ósseas, que são interdependentes e abrangem todo o organismo

Cada vez que um músculo se encurta, ele aproxima suas extremidades e deslocam os ossos sobre os quais ele se insere, assim, as articulações se bloqueiam e o corpo se deforma. Portanto, todos os outros músculos que se inserem sobre esse osso, serão alterados pelo deslocamento que se propagará sobre outros ossos e músculos, e assim sucessivamente. Diversos estudos têm demonstrado que pacientes com DCM possuem alterações na posição da cabeça e ombros, bem como aumento ou retificação da lordose cervical

Alguns trabalhos afirmam que ao realizar a anteriorização da cabeça, o olhar passa a ficar baixo e na tentativa de nivelar este olhar tornando-o funcional, ocorre o aumento da lordose cervical, refletindo na musculatura da mastigação (Burgess JA, Sommers). Outros autores explicam que sendo os músculos da mastigação sinérgicos aos da cervical, um desequilíbrio entre eles, causa forças retrusivas na mandíbula, alterando o seu posicionamento de repouso e levando a hiperatividade muscular

As técnicas de terapias manuais são amplamente utilizadas para o tratamento nas disfunções musculoesqueléticas e tem obtido efeitos fantásticos no tratamento das disfunções crâniomandibulares.

Estão entre os benefícios gerais das técnicas de terapia manual: melhora da distribuição do liquido sinovial; melhora da nutrição da fibrocartilagem da superfície articular da ATM; correção de falhas posicionais dos côndilos; melhora das debilidades musculares dos grupamentos envolvidos na dinâmica da ATM; relaxamento muscular; controle do quadro álgico; ganho do arco de movimento (BARBOSA, et al., 2009).

Técnicas Osteopáticas, Mulligan, Terapia de Liberação Posicional, Manobras Intra e Extra Orais fazem parte do arsenal que dispõe o Fisioterapeuta no tratamento das Disfunções Crâniomandibulares. Sua utilização não deve somente ser focal, isto é, somente na ATM, devem ser aplicadas também a região cervical e cintura escapular, regiões afetadas por estas disfunções e vice-versa.

DTM

 

A Terapia Manual como recurso fisioterapêutico tem mostrado progressivo aumento de evidências de resultados positivos especialmente em relação à coluna vertebral. Seu emprego nos DMT´s alcança um universo amplo que envolve a inibição muscular, inativação de pontos gatilho, exploração das fáscias e aponeuroses, de forma a agir não apenas como recurso analgésico, mas também melhorando a função e contribuindo para harmonia das estruturas do aparelho mastigatório.

 

DR ANTONIO VIANA C JUNIOR (FISIOTERAPEUTA)


Osteopatia e Quiropraxia

Tratamento de Disfunções da ATM

Pós-Operatório de Cirurgias Ortognáticas

Dores da Coluna Vertebral

Terapia Neural

Dry Needling

 

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