11 de agosto de 2017 às hm
Cefaléia e Articulação Temporomandibular (ATM)

Resultados mostram que é preciso avaliar e tratar DTM em pacientes com enxaqueca

A articulação temporomandibular (ATM), pela suas peliculiaridades, é sede freqüente de manifestações que cada vez solicitam mais atenção. A disfunção de qualquer um de seus elementos pode desorganizar todo o sistema estomatognático e desencadear os mais diversos quadros patológicos

A relação entre cefaléia e disfunção da ATM é freqüente, apesar de poderem também aparecer associadas ao acaso, pois estas desordens são bastante prevalentes.
Portanto, uma adequada avaliação para o correto diagnóstico etiopatogênico é de extrema importância para instituir o tratamento adequado, pois a base da terapêutica está, principalmente, na eliminação do fator desencadeante, bem como nos fatores predisponentes. Diversos protocolos de avaliação, diagnóstico e tratamento têm sido utilizados. Muitos são os processos terapêuticos empregados até o momento, o critério para escolha é feito de acordo com a particularidade de cada caso e a intervenção interdisciplinar mostra resultados benéficos para estes pacientes, porém são necessários maiores estudos para o seu esclarecimento.

Alterações no sistema mastigatório (dentes, periodonto, músculos e ATM) podem levar a reações adaptações e sintomas nesse sistema. A cefaléia é um dos sintomas mais comuns nos problemas de ATM

Portanto, uma adequada avaliação para o correto diagnóstico etiopatogênico é de extrema importância para instituir o tratamento adequado, pois a base da terapêutica está principalmente na eliminação da causa desencadeante, bem como nos fatores predisponentes. A terapêutica sintomática simples leva somente a um êxito temporário, pois se a causa não é eliminada, o mal se repete ou continua.

Após a perda dos dentes ou dos tecidos, mudanças compensatórias ocorrerão na direção das forças dos músculos mastigatórios, levando a alterações estruturais, podendo ser responsáveis por sintomas clínicos como dor local com irradiações para o ouvido

Disfunção da articulação temporomandibular


A articulação temporomandibular, pelas peliculiaridades que apresenta dentro do sistema estomatognático, regulada por reflexos neuromusculares extremamente delicados, é sede freqüente de manifestações que cada vez solicitam mais atenção. Qualquer alteração, por mínima que seja, modificando a relação oclusal ou promovendo incordenações musculares, nela se reflete, induzindo disfunção caracterizada por síndromes dolorosas que podem ser agravadas por
diversas situações.

Devemos lembrar que a articulação temporomandibular não é um elemento anatômico isolado, sendo parte essencial de um mecanismo bastante complexo integrado pelos seguintes elementos: ATM, músculos mastigadores, músculos do assoalho bucal, ligamentos,
língua, lábios, glândulas salivares, dentes, nervos motores e sensitivos, ossos maxilares, etc.
A disfunção de qualquer um dos elementos pode, num dado momento, desorganizar todo este sistema e desencadear os mais diversos quadros patológicos que, direta ou indiretamente, repercutem sobre a ATM e seus componentes musculares

Inicialmente, pesquisadores tentaram estabelecer a patogênese deste quadro doloroso em que toda a atenção concentrou-se nos transtornos articulares. Posteriormente, compreendeu-se que as manifestações sobre o osso e a cartilagem articular não eram senão conseqüência de alterações localizadas em todo o sistema temporomandibular. Depois de uma série de trabalhos, concluiu-se que toda a problemática residia no desequilíbrio neuromuscular

Para analisar um distúrbio, devemos nos basear em dois aspectos fundamentais: sua fisiopatologia e sua causa ou causas. Sabe-se que a fadiga muscular e o espasmo são responsáveis pelos principais sintomas de dor, sensibilidade, ruído e limitação de função, que caracterizam a síndrome de dor e a disfunção na articulação temporomandibular.

O desenvolvimento do espasmo dos músculos da mastigação decorrente de qualquer dos mecanismos citados pode acarretar dor e limitação dos movimentos, assim como pequeno desvio da posição de repouso da mandíbula, impedindo a oclusão adequada dos dentes. Os dentes podem deslocar-se gradualmente a fim de acomodar a má oclusão, se a mesma persistir por tempo suficiente, mas então, quando o espasmo for aliviado, os pacientes desenvolvem outro
desequilíbrio oclusal, quando a musculatura aliviada permite o retorno dos maxilares à sua posição original normal.

Cefaléia e disfunção da articulação temporomandibular


De acordo com a literatura odontológica, a relação entre cefaléia e disfunção da ATM é freqüente, apesar de também poderem aparecer associadas ao acaso, pois essas desordens são bastante prevalentes. Dos sinais e sintomas clínicos encontrados, a dor dos músculos mastigatórios à palpação tem sido considerada a de maior relação com a cefaléia.

Avaliação e diagnóstico


Diversos protocolos de avaliação, diagnóstico e tratamento das desordens temporomandibulares tem sido usados. O comitê da Sociedade Internacional de Cefaléia tentou uniformizar criando termos para a classificação dessas disfunções através de critérios diagnósticos, incluindo sinais e sintomas, anormalidades morfológicas e disfunções da mandíbula, da língua e da boca; porém não inclui sensibilidade dos músculos pericraniais e da mandíbula.

Tabela 1 Critérios de disfunção temporomandibular


Deve estar presente três ou mais dos seguintes itens:


– Ruídos na ATM com a movimentação da mandíbula.
– Limitação ou espasmo na movimentação da mandíbula.
– Dor.
– Travar a mandíbula durante a abertura.
– Cerrar os dentes.
– Ranger os dentes.
– Outras parafunções orais

Sugestão para examinação na disfunção temporomandibular


Procure por ruídos ou estalidos na ATM.
Apalpe e procure anormalidades na ATM.
Mensure a abertura da boca (> 40 mm).
Apalpe a região lateral e dorsal da ATM procurando hipersensibilidade.
Determine a posição e o contato dos dentes molares, prémolares e incisivos, incluindo a perda dos molares e mau funcionamento dos dentes

TRATAMENTO

Tanto o tratamento de cefaléias quanto de DTM (Disfunção da ATM) devem incluir consultas com especialistas médicos, odontólogos, psicólogos e fisioterapeutas, para maior uma conclusão diagnóstica mais segura da causa principal do dist'úrbio.

Caso a cefaléia esteja verdadeiramente correlacionada com a DTM, o paciente deve buscar ajuda com um dentista e um fisioterapeuta especialiazados no assunto.

FISIOTERAPIA

A fisioterapia atua no tratamento das DTM objetivando o relaxamento da musculatura em espasmo, alivio da sintomatologia dolorosa, inclusive a cefaléia, melhora dos movimentos crânio-mandibulares e cervicais, condicionamento da musculatura crânio-cérvico-mandibular

 

Referências:

Olesen JW, Tfelt-Hansen P, Welch KMA. The headaches.
Philadelphia, Lippincott Williams & Wilkins, 2000

IHS – International Headache Society. Headache
Classification Committee. Classification and diagnostic
criteria for headache disorders, cranial neuralgias and
facial pain. Cephalalgia, 8(suppl. 7):1-96, 1988

Svensson P, List T, Hector G. Analysis of stimulus-evoked
pain in patients with myofascial temporomandibular pain
disorders. Pain, 92(3):399-409, 2001.

 

Dr. Antonio Viana de Carvalho Júnior

Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica

Tratamento de DTM e Pós Operatório de Cirurgias Ortognáticas

(85) 98845-9623/99975-7355


 




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